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3 de mar. de 2014

Obras da UHE Belo Monte seguem em ritmo acelerado

As obras da hidrelétrica Belo Monte no Sítio Pimental avançam conforme o cronograma fixado, informou nesta sexta-feira (28/02) a Norte Energia. Durante esta semana, os operários deram continuidade à concretagem do pilar 16, que está sendo finalizada. O próximo passo é estender este trabalho para os pilares 13, 14 e 15. A concretagem da ogiva entre os pilares 17 e 18 (vão do vertedouro) esta em sua fase final.

“As obras seguem o cronograma previsto pela empresa, sem qualquer interrupção, sendo que, até o final de 2014, os 19 pilares estarão concluídos. Simultaneamente, as ogivas serão concretadas, bem como estará em execução a montagem das comportas”, explica o superintendente de obras da UHE Belo Monte, Gleison Carmozine.

Os revestimentos dos tubos de sucção das turbinas 5 e 6, as últimas de Pimental, que começaram em setembro de 2013, foram concluídos no início de fevereiro. Cada revestimento pesa cerca de 35 toneladas, o equivalente a pouco mais de 3% do peso aproximado de 1.100 toneladas de cada uma das seis turbinas tipo Bulbo da casa de força complementar da UHE Belo Monte.


Gleison Carmozine ressalta que as obras preparam a UHE Belo Monte para a etapa da montagem eletromecânica. Em 13 de fevereiro, a Norte Energia assinou contratos da ordem de R$ 1,26 bilhão para a realização destes trabalhos nas casas de força de Belo Monte (principal) e Pimental (secundária). Nos dois canteiros de obras serão montadas 141 mil toneladas de equipamentos.
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22 de jan. de 2014

Belo Monte: Norte Energia entrega casas com defeito para despejados

No site Amazônia.org

Rachaduras, lajes descoladas e com infiltração e estruturas escoradas com madeira para evitar desmoronamentos: este é o estado das casas que irão abrigar as famílias despejadas pela Norte Energia, construtora da hidrelétrica de Belo Monte, na cidade de Altamira.

Na última semana, a empresa promoveu os primeiros remanejamentos de moradores despejados dos bairros Olaria e Peixaria para o loteamento Jatobá, que fica a cerca de 5 km das antigas moradias.

Na última sexta feira, 17, a equipe do movimento Xingu Vivo conseguiu entrar no local e fotografar as casas em construção, constatando graves problemas nas estruturas. “É assustador. Diferente do que vem falando a empresa, e do que saiu em uma matéria do Jornal Nacional no sábado, as casas não são de alvenaria coisa nenhuma. O teto é feito de lajes com fendas onde entra água, há rachaduras nas paredes, muitas delas são escoradas com paus pra não desabarem, e, segundo nos contaram, tudo é mascarado com massa e tinta pra enganar os moradores quando são remanejados”, explica Antônia Melo, coordenadora do movimento.

De acordo com operários que trabalharam na construção, o tempo médio de levantamento de uma casa é um dia. As paredes são feitas de telas e preenchidas com concreto, com espessura média de 8 cm. “Nos falaram que o material é o mais vagabundo possível, e as famílias não têm permissão de entrar no loteamento antes da pintura da casa, pra não ver o que está por baixo”, relata Antonia.

Nesta segunda, 20, depois de uma chuva torrencial que caiu no domingo, a equipe do Xingu Vivo e famílias despejadas voltaram ao loteamento para ver as casas, mas o grupo foi impedido por seguranças armados de entrar no local. “Um segurança recebeu a gente com a mão no revolver. Imagina que construção de casa agora tem capanga armado pra ninguém ver como estão sendo feitas. Aí vem a TV Globo e fala que tudo é uma maravilha, realização de um sonho. Queria ver o repórter morar la por um mês com a sua família, nesse cubículo de 63 m2 malfeito, cheio de infiltração, longe de tudo, de escola, posto médico, do comércio”, desabafa a coordenadora do Xingu Vivo.

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15 de jan. de 2014

Norte Energia entrega a primeira das 4.100 casas dos novos bairros de Altamira

A Norte Energia entregou a primeira casa das 4.100 moradias destinadas às famílias que vivem nas áreas dos Igarapés de Altamira e que receberão casas da Norte Energia nos 5 novos bairros construídos na área urbana do município.

A família de dona Suely Moreira da Silva, 36 anos,  e do servente Ednaldo Reis Ferreira, 35 anos, receberam as chaves da residência das mãos do Diretor Socioambiental da Empresa, João Pimentel, no começo da tarde desta terça-feira, 14. A casa foi entregue totalmente pronta e fica no bairro novo Jatobá, que deve receber 1.250 famílias reassentadas.

A cerimônia de entrega, que contou com a presença da Coordenadora da Casa do Governo Federal em Altamira, Cleide de Souza,  colaboradores da Norte Energia e empresas parceiras,  foi feita sob forte comoção e aplausos dos presentes. Suely chorou ao descerrar a faixa de inauguração, em ato simbólico junto com superintendentes e colaboradores da Norte Energia, declarando: “Tanto que a gente pediu a Deus para chegar essa hora e essa hora chegou”, disse. Ela e o marido Ednaldo vão morar com os quatro filhos: Luiz Carlos, de 16 anos; Luiz Fernando, de 13 anos; Ronaldo Luiz, de 9 anos; e a caçula Suelen, de 5 anos de idade.

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8 de mai. de 2013

Os erros de Belo Monte

Paulo Leandro Leal

Com as obras de construção da usina de Belo Monte avançadas em mais de 40% do seu cronograma, já é possível fazer uma avaliação e descobrir os erros que estão levando o projeto a se transformar no monstrengo tanto vaticinado pelos ecochatos – ou ecólatras. Lamentavelmente, nem o governo nem os empreendedores privados estão conseguindo transformar o empreendimento em modelo de implantação de projetos de grande porte na Amazônia.

O maior erro de Belo Monte foi não ter havido a criação de mecanismos de acompanhamento, controle e cobrança do cumprimento das medidas condicionantes e compensatórias previstas no licenciamento ambiental. Não foram criados mecanismos de punição para os empreendedores, no caso de eles não cumprirem o previsto. Todo este acompanhamento está a cargo do Ibama, que demonstrou total falta de capacidade e competência, além de ausência da força política necessária para fazer cumprir o que ele mesmo determinou no licenciamento.

O processo de construção das ações compensatórias e condicionantes foi realizado com muito êxito. A sociedade se mobilizou da maneira correta e obteve grandes resultados. Acredito que nunca antes um projeto implantado na Amazônia teve tantos recursos previstos para ações econômicas e socioambientais em benefício das populações locais direta e indiretamente atingidas. Houve um envolvimento institucional entre sociedade e governo, criando um projeto extremamente ousado no que diz respeito aos compromissos socioambientais.

Uma das preocupações da sociedade era com o imenso passivo social e ambiental já existente na região, uma herança da malfadada implantação da Rodovia Transamazônica, nos anos 70.  O temor é que este passivo se juntasse a outros criados com a construção de Belo Monte, que como qualquer outro grande projeto tem seus impactos negativos. Então foram criados programas tanto para sanar os problemas existentes como para mitigar os novos, causados já por Belo monte.

O problema é que estas ações não saem do papel, ou saem muito lentamente, tornando-se quase irrelevantes. E o que vemos são problemas do passado se somando a problemas do presente, já ocasionados pela construção da usina. Se a esperança era que Belo Monte chegasse para resolver os gargalos e problemas da região, a triste realidade é que hoje só existem mais problemas e preocupações. E pelo andar da carruagem, Belo Monte tem tudo para se tornar mais um grande projeto enfiado goela abaixo da população amazônica, com contrapartidas irrisórias.

Se tirarmos as obras de Belo Monte do cenário econômico regional o que sobra é só pobreza, miséria e desemprego. E nunca é demais lembrar que logo estas obras acabam. Milhares de pessoas fecharam seus pequenos negócios para trabalhar na obra. Milhares de pessoas abandonaram suas pequenas lavouras para trabalhar na obra. Milhares de pessoas chegaram à região para trabalhar nas obras. O que será destas pessoas? Até o momento, nem o governo nem os empreendedores responsáveis pelo projeto têm qualquer resposta a esta questão.

A situação é grave. A região pagará a fatura – e caro – pelos erros cometidos no processo de construção de Belo Monte. Erros que ainda podem ser corrigidos, ainda que tardiamente, mas que hoje servem de lição para todos que se arvoram a defender, com fervor, a construção de grandes projetos hidrelétricos na Amazônia. É preciso ser duro a intransigente com o governo e com os empreendedores. É preciso também que o Estado brasileiro chegue na frente, com ações e políticas públicas  que ao menos minimizem nossos problemas atuais. Sem isso, as usinas só servem para gerar energia para o Sul e Sudeste e para enriquecer um pouco mais os donos de grandes construtoras.
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3 de abr. de 2013

Belo Monte já nasceu velha

A Usina Hidrelétrica de Belo Monte é uma obra essencial para o Brasil. Sem ela, teríamos dificuldades de atender a demanda da energia elétrica nos próximos anos. Por isso o governo decidiu enfrentar organizações ambientalistas poderosas e o lobby indigenista e construir a mega hidrelétrica. A idéia era fazer do empreendimento um modelo de grande projeto na Amazônia dentro de um novo paradigma: a sustentabilidade. Mas Belo Monte nasceu com um problema de origem grave, unindo o atrasado oligarquismo brasileiro ao novo nacionalismo-estatismo. Belo Monte já nasceu velha.

O maior problema de Belo Monte não é a questão ambiental. Muito menos indígena. O maior problema do projeto se chama Norte Energia S/A. A empresa que venceu a concessão pública do empreendimento é um mostrengo criado pelo governo às vésperas da licitação. Deveria ser privada, mas na prática funciona como um braço do estado, controlado pelo governo federal, através de empresas estatais e dos fundos de pensão. Reúne a conhecida incompetência estatal brasileira à voracidade de um capitalismo que já deveria ter morrido no século passado.

Tudo somado, a Norte Energia reúne o que há de mais atrasado no Brasil em matéria de divisão entre o que é público e o que é privado. Na empresa, esta divisão simplesmente não existe, confundindo-se interesses de grandes empresas aos do governo, ou mesmo servindo para acomodar interesses de velhas oligarquias políticas que há muito deveriam estar desalojadas do coração do poder. A empresa se transformou numa espécie de órgão governamental a serviço do lucro de grandes empreiteiras e traders do setor elétrico e da mineração.

O resultado não poderia ser pior. Uma empresa que parece pairar acima do bem e do mal. Com poderes para destituir de presidentes do Ibama até calar membros do Ministério Público Federal, ou ainda perseguir aqueles que ousam atravessar o seu caminho. É o braço pesado da União na sua pior forma. Por isso a Norte Energia não faz nenhuma questão de dialogar com a sociedade regional, que foi engana e vê a hidrelétrica sendo construída sem que as contrapartidas prometidas pelo governo sejam cumpridas.

A região sob influência do projeto está sofrendo todos os velhos problemas causados por grandes projetos na Amazônia. A economia está aquecida, mas tão logo os milhares de trabalhadores comecem a ser demitidos, tudo tende a voltar a ser como antes: desemprego, falta de infraestrutura. O cenário é de terra arrasada. Tudo por conta de uma empresa que não aceita críticas, faz questão de descumprir o que determina o licenciamento ambiental e de mudar as regras do jogo a qualquer momento.

Belo Monte vau cumprir seu papel fundamental que é gerar a energia que o Brasil precisa para crescer. Mas dificilmente será modelo de projeto na Amazônia. Tudo aponta para um caminho tortuoso: mais um grande projeto implantado na Amazônia a toque de caixa, com total desrespeito às sociedades locais e dando em troca algumas migalhas, deixando um legado de injustiças sociais e desigualdade. O governo criou o monstro, e parece alimentá-lo para que cresça ainda mais, ao invés de tentar corrigir os erros.
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7 de nov. de 2012

Centenária sem rumo?


Paulo Leandro Leal

Altamira completou 101 anos de existência neste dia 6 de novembro. Maior do mundo em extensão territorial útil, o município inicia um novo século de história em meio à maior expansão econômica da sua história. Mas existem poucos motivos para comemorações. Centenária, a cidade que vivia um estado de paralisia econômica desenvolveu uma dependência doentia à construção de Belo Monte e carece de um rumo para além deste momento de boom.

Enquanto todos se embriagam com as oportunidades financeiras criadas com a construção da maior usina hidrelétrica brasileira, o tempo passa e logo se inicia uma contagem regressiva para o início da desmobilização dos canteiros de obras, o que significa dizer a reversão do processo de contratação em massa, ou seja: teremos demissão em massa. E para onde irá esta massa de trabalhadores?

Certamente a grande maioria dos que aqui chegaram em busca de oportunidades de melhorar de vida partirá em busca de outras barragens ou grandes obras. Muitos sem conseguir realizar seus sonhos. Outros se juntarão aos trabalhadores que já eram de Altamira e o futuro destas pessoas está intimamente relacionado ao futuro da cidade.

Hoje, não vemos iniciativas ou empreendimentos que sejam planejados com o objetivo de criar alternativas econômicas à Belo Monte. Se não houver novas oportunidades de empregos para esta gente,  teremos um grande contingente de desempregados e a economia da cidade deve entrar em um novo e prolongado ciclo de declínio. O marasmo vai voltar ainda com mais força, já que muitos empresários estão se endividando para atender Belo Monte e não terão tempo para recuperar o investimento.

Corre-se o risco de Altamira se transformar em uma cidade dependente dos royalties pagos por Belo Monte ao município, com forte pressão por políticas assistencialistas que não geram emancipação, mas só reproduzem pobreza, desigualdade e dependência.

É hora de as lideranças locais começarem a se preocupar com o fim da festa. De buscarem maneiras de a pujança continuar, ou pelo menos não se extinguir. E, principalmente, de fazer com que o crescimento econômico vivido agora se traduza em redução da pobreza e da desigualdade. Não adianta só a boa vontade dos donos de Belo Monte ou do governo federal. É preciso mobilização local.
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28 de out. de 2012

O Brasil e a energia limpa


Paulo Leandro Leal

No momento em que assistimos a uma grande campanha internacional para tentar impedir a construção de usinas hidrelétricas no Brasil, somos informados de que nosso País não aparece na lista dos dez países com matriz energética mais poluidora do planeta. É o que aponta um atlas da poluição mundial divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O mapa usa dados da agência norte-americana especializada em análise energética (EIA). A grandeza de cada país é representada de acordo com as emissões de gás carbônico produzidas pela geração de energia, e não por seu tamanho real no mapa. China (com 7.711 milhões de toneladas), Estados Unidos (5.425 milhões de toneladas) e Índia (1.602 milhões de toneladas), lideram o ranking de maiores poluidores do planeta.

O estudo aponta que o Brasil, com 420 milhões de toneladas, é apenas o 14º na lista geral, ficando atrás de todos os países emergentes ou em desenvolvimento. Se considerarmos o tamanho da nossa economia, a vantagem sobre os outros países é ainda maior. Caminhamos para ser a quinta economia do mundo e mantemos uma matriz energética com baixo índice de emissão de gases causadores do efeito estufa e mudanças climáticas.

Diante de tal comprovação, cabe então a pergunta: porque tantas organizações internacionais se uniram em uma campanha bilionária contra a construção de novas usinas hidrelétricas no Brasil? Vale informar que por ter deixado de investir pesado na construção de novas usinas nas últimas décadas, o Brasil hoje é obrigado a usar um grande número de usinas tocadas a diesel ou carvão, altamente poluidoras.

É fácil aderir ao discurso influente e afirmar que as usinas hidrelétricas são um desastre ambiental, desrespeitam direitos de populações tradicionais e são desnecessárias, enquanto o Brasil aumenta a participação de fontes sujas na sua matriz energética. Tudo isso considerando que não aproveitamos ainda nem a metade do nosso potencial hidrelétrico. Só nos resta pensar que existe um grande complô internacional contra o Brasil.
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17 de out. de 2012

Belo Monte, política industrial e desenvolvimento


Paulo Leandro Leal

A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte vai gerar investimentos de cerca de R$ 26 bilhões. A parte deste total que vai impactar diretamente a economia paraense é uma questão relevante para se quantificar o desenvolvimento regional a ser gerado por este mega empreendimento.  Faltam números oficiais que possam embasar uma análise mais aprofundada, mas a “olho nu”, percebe-se que poderia haver uma internalização muito maior de riquezas, com a execução de uma política de desenvolvimento industrial mais eficiente e proativa.

Segundo a Rede de Desenvolvimento de Fornecedores (REDES) – programa desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), os grandes projetos estão cada vez mais conscientes da necessidade de focar suas aquisições de produtos e serviços nos fornecedores locais e regionais. Cálculo do programa aponta que em 2011 os grandes empreendimentos localizados no Pará destinaram 51% dos seus investimentos para adquirir de empresas do estado. Por este cálculo, poderíamos projetar que Belo Monte despejaria cerca de R$ 13 bilhões na economia paraense.

Mas é bem possível que o valor real não chegue à metade disso, se não forem criados mecanismos atrativos de investimentos e se não for colocada em prática uma política industrial mais agressiva. A própria REDES chegou à região de Belo Monte mais de um ano e meio de atraso em relação ao início das obras, devido à demora da empresa responsável pelo empreendimento, a Norte Energia, em se decidir por ser uma das mantenedoras do programa. Antes tarde do que nunca, mas sé preciso correr contra o tempo.

A cidade de Altamira, espécie de capital de Belo Monte, não possui iniciativas governamentais sérias e impactantes no que diz respeito ao incentivo ao desenvolvimento industrial. O setor empresarial tem investido às cegas, sem um direcionamento para atividades que possam agregar valor ao empreendimento âncora, no caso a construção da usina. Por falta de visão e de comprometimento da atual administração local, a cidade cresce sem nem mesmo definir verdadeiramente uma zona industrial.

O município de Vitória do Xingu, onde está localizada a maior parte das obras de Belo Monte, foi mais proativo e inteligente. Criou um Distrito Industrial localizado ao lado da casa de força principal da usina, para receber investimentos de empreendedores interessados em atender às obras de Belo Monte. O distrito conta com um porto próprio e está recebendo projetos imobiliários, com urbanização e infraestrutura, e deve atrair investimentos de mais de R$ 500 milhões. O governo municipal também está concedendo benefícios fiscais para as empresas que se instalarem na área.

Mas o verão de uma andorinha só não tem o mesmo calor. É preciso mais. O governo do Estado, por exemplo, se mantém à distância do processo, apenas cobrando dos empreendedores um volume maior de compras dos fornecedores paraenses. É pouco. É preciso incentivar melhor o empresário paraense, criando melhores condições de competitividade para que possam fornecer produtos e serviços para grandes projetos como Belo Monte. As dificuldades logísticas, por exemplo, formam um gargalo gritante. A alta carga tributária, um gargalo muitas vezes mortal para as empresas locais.

Por fim, é preciso aproveitar as oportunidades geradas com os recursos de Belo Monte para incentivar o desenvolvimento de cadeias produtivas não diretamente ligadas ao empreendimento. Trata-se de uma garantia de que, no futuro, a região não retorne ao mesmo marasmo econômico de antes da instalação do projeto. Mas há também falhas neste aspecto. Não se vê investimentos robustos, por exemplo, no fortalecimento das cadeias produtivas do cacau, do gado, do leite, da madeira, da mandioca, etc. Nem iniciativas que apontem o surgimento de novos segmentos econômicos.

Parece ter havido sempre uma preocupação excessiva com a questão ambiental de Belo Monte, deixando de lado os outros dois tripés que servem de base para o desenvolvimento sustentável: a economia e a questão social. Já sabemos que o projeto não será sinônimo de tragédia ambiental, mas já perdemos muita energia discutindo um problema para o qual já há solução. O que não podemos é perder o bonde da história e deixar passar esta excelente oportunidade de gerar desenvolvimento em grande escala para a nossa região e o nosso Estado.
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16 de mai. de 2012

Belém terá centro para mão de obra para Belo Monte

O Consórcio Construtor Belo Monte vai abrir em Belém, nos próximos dias, duas unidades de apoio administrativo. A primeira será um centro de compras e serviços, já em fase de instalação na avenida Duque de Caxias, próximo ao Hangar Centro de Convenções. A segunda, um centro de captação e capacitação de mão de obra, que também está em fase final de instalação em São Brás. Unidades semelhantes, para a área de recursos humanos, serão oportunamente instaladas também nas cidades de Marabá e Santarém.

A informação foi dada ontem em Belém pelo diretor de relações institucionais do CCBM, Henrique Di Lello Filho, em visita de cortesia à direção do DIÁRIO DO PARÁ. Acompanhado durante a visita pelo gerente de relações institucionais, Flávio Acatauassú, o diretor do Consórcio Construtor foi recebido pelo jornalista Jader Barbalho Filho, diretor presidente do DIÁRIO, pelo diretor geral do Grupo RBA, Camilo Centeno, e pelo gerente comercial do jornal, Nilton Lobato.

Henrique Di Lello e Flávio Acatauassú informaram que o CCBM pretende concluir até o final deste ano a infraestrutura completa dos quatro canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte. Na obra, atualmente, trabalham cerca de 8.200 operários, número que deverá alcançar a casa de 12 mil até o final do ano. A previsão é de que no ano que vem a obra esteja gerando 22 mil empregos diretos – afora os terceirizados e induzidos pelos serviços de apoio.

Com orçamento hoje girando na casa de R$ 26 bilhões, o projeto tende a entrar a partir de agora num ritmo mais intenso de obras. Atualmente, conforme revelou Flávio Acatauassú, está em andamento a escavação em rocha do canal de ligação com a casa de força principal. Também está sendo executada a escavação, em solo e rocha, do canal de derivação que vai levar água do rio Xingu para o reservatório artificial no campo.

Ontem, por sinal, o Consórcio Construtor, aproveitando o primeiro movimento de baixa do nível das águas, retomou as obras de construção das ensecadeiras da margem esquerda do Xingu, no sítio Pimental. Os trabalhos haviam sido paralisados no início do ano em virtude das fortes cheias do rio, características do regime de águas da região nesta época do ano.
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ONG mente sobre aumento da violência em Altamira

Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Pará (SEGUP) apontam que houve redução nos índices de criminalidade na cidade de Altamira no período na comparação entre os anos de 2010 e 2011. A informação oficial contradiz o Movimento Xingu Vivo para Sempre que, além de apresentar em coletiva à imprensa no navio do Greenpeace em 10/05 uma informação errada, ainda atribui o suposto aumento de violência à construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. A notícia foi publicada no jornal Diário do Pará na última sexta-feira (11).

Nas reduções apontadas pela SEGUP, destaque para os crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), com queda de 100%; roubo, com redução de 45,2%; e estupro, que reduziu 5,5%. O único índice que subiu foi o de tráfico de drogas, cujo aumento nos números, segundo a própria SEGUP, deve-se à ação mais ostensiva por parte da polícia para coibir esse tipo de delito.

Veja o quadro comparativo:

Crime                             2010                  2011               Variação (%)
Estupro                            55                      52                        -5,5
Furto                               1.286               1.056                      -17,9
Homicídio                        47                      46                         -2,1
Latrocínio                        40                       0                      -100,0
Lesão corporal                391                   372                         -4,9
Roubo                             834                   457                      -45,2
Tráfico de Drogas            21                      53                       152,4

Norte Energia diz que Investimentos em segurança ajudam a reduzir a criminalidade

A Norte Energia S.A., empresa responsável pela construção e operação da UHE Belo Monte, tem feito investimentos consideráveis para o reforço da segurança em Altamira e também nos outros dez municípios da área de influência do empreendimento. Estas ações, inclusive previstas no Projeto Básico Ambiental – PBA, estabelecido junto aos órgãos de licenciamento ambiental, contribuem com os esforços do poder público estadual atuante na região para que a chegada de Belo Monte continue a ser uma oportunidade de desenvolvimento e de afirmação da cidadania para a população local.

Em Altamira, são R$ 8,4 milhões da empresa já investidos em termos de acordo assinados com a prefeitura local, tendo sido entregues veículos, uniformes, equipamentos de sinalização e de uso policial, como rádio, algemas e coletes balísticos, entre outros. A contratação de mais agentes para o Departamento de Trânsito de Altamira (Demutran) faz parte destes investimentos, tendo já recebido R$ 1,74 milhão e novo acordo que prorrogará essa parceria já se encontra em negociação.

A Norte Energia também atende ao compromisso assumido por meio do Termo de Cooperação Técnico-Financeira, assinado com o Governo do Pará, de investir R$ 100 milhões na área de segurança pública até 2013. São equipamentos e obras civis, conforme previsto no Plano de Segurança Pública do Entorno da UHE Belo Monte, elaborado pela SEGUP. No âmbito do Plano, foram entregues em março deste ano R$ 7 milhões em  81 equipamentos, entre os quais um helicóptero (alugado), para as Polícias Militar e Civil e para o Corpo de Bombeiros, além do Centro de Perícias Científicas (CPC), Centro Regional Integrado de Análise Criminal (CRIAC) e Centro Integrado de Defesa do Meio Ambiente (CIDMA).

Em andamento, vários projetos para melhorar a estrutura das forças de segurança da região do Xingu, como o aparelhamento das Polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros; reforma de Delegacias e quartéis da PM na região; além da aquisição de dois helicópteros Esquilo, no valor estimado de R$ 28,5 milhões.
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10 de mai. de 2012

Belo Monte espera definição de financiamento

A Norte Energia espera que o financiamento de longo prazo para usina hidrelétrica de Belo Monte tenha as condições definidas nos próximos 30 dias, disse nesta quarta-feira o presidente da empresa responsável pela obra, Carlos Nascimento. Segundo ele, existem bancos privados interessados em participar do financiamento.

"Nós temos até o final do mês de agosto e início de setembro para ter o desembolso", disse Nascimento a jornalistas após palestra no evento da Business News America. O executivo não quis mencionar os valores de financiamento que estão sendo discutidos para a obra, mas informou que avaliação das condições está sendo feita ao mesmo tempo em que o consórcio também discute com os bancos privados.

A usina hidrelétrica Belo Monte, que está sendo construída no rio Xingu (PA), tem um investimento total estimado em R$ 25,6 bilhões, sendo que o capital social dos acionistas é de R$ 6 bilhões, segundo Nascimento.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pode financiar até 80% dos itens financiáveis do empreendimento. "De um montante "xis" estabelecido, tem a parte indireta e é nesse montante que os bancos privados entrariam", disse o executivo, que voltou a afirmar que Belo Monte será o maior financiamento já concedido na história do BNDES.

"Se por um acaso, tivermos um "delay" [atraso na liberação do financiamento], significa que os acionistas terão que fazer aportes", disse Nascimento.

A chefe do departamento de energia elétrica do BNDES, Márcia Leal, disse que é possível que a aprovação do financiamento da usina saia ainda nesse semestre. "A gente está em processo de análise. A gente está numa fase bem avançada", disse a jornalistas durante o mesmo evento.

Segundo Márcia Leal, algum atraso que possa ter ocorrido na construção de Belo Monte não afeta a avaliação do banco em relação à liberação de um financiamento. "Isso [atraso] rebate no retorno dos projetos, e não na capacidade de pagamento [do financiamento]", disse Márcia.

Carlos Nascimento, da Norte Energia, garantiu, no entanto, que a greve que atingiu a usina recentemente por 11 dias não afetou o prazo para que as primeiras turbinas da hidrelétrica entrem em operação em janeiro de 2015.
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1 de mai. de 2012

Usina Belo Monte é tema do Panorama Ipea

O Panorama Ipea traz à discussão a Usina Hidrelétrica Belo Monte e seus resultados para a sociedade. Para tanto, teve a participação de Johaness Eck, Subchefe-adjunto de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil da Presidência da República, e Claret Fernandes, da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que atua no município de Altamira, no Pará.

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30 de abr. de 2012

Comerciantes de Altamira aumentam lucros com a construção da usina de Belo Monte


Para os comerciantes de Altamira, o início das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte resultou diretamente no aumento do movimento e dos lucros em seus estabelecimentos. Mas, com a falta de estrutura, boa parte dos dormitórios, restaurantes, pequenos mercados e ambulantes tiveram de improvisar com o que tinham para dar conta das demandas que não param de crescer.

O ambulante Egnaldo Lopes dos Santos, de 43 anos,está vendo seu negócio de salgados e sucos prosperar com a chegada da usina. “Faço isso há seis anos aqui em Altamira. Antes vendia 80 salgados por dia. Agora são 140, fora as 16 garrafas de suco”, disse o vendedor que tem, como ponto preferido, a sede do Sistema Integrado de Ensino do Pará (Sienpa), local onde o consórcio construtor recruta operários.

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Imagem do dia: obras em Belo Monte

Máquinas trabalham na construção da hidrelétrica de Belo Monte

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28 de abr. de 2012

Belo Monte: o que tem de novo?

Paulo Leandro Leal

O incêndio midiático feito por grupos ambientalistas radicais em torno da construção da hidrelétrica de Belo Monte pode estar criando uma cortina de fumaça que impede a sociedade de ver a verdadeira dimensão deste projeto. Será Belo Monte apenas mais uma repetição dos erros cometidos nos chamados grandes projetos na Amazônia ou existe algo de novo? Esta é uma questão que merece ser analisada e respondida, mas sem as paixões desmedidas que têm caracterizado o debate até aqui.

Definitivamente Belo Monte guarda muito pouco – ou quase nenhuma semelhança – com projetos como Tucuruí, Transamazônica, etc. Além de ser uma das obras mais discutida e debatida dos últimos séculos (30 anos de discussão), esta hidrelétrica é um símbolo de um novo modelo de desenvolvimento que se busca implantar, ainda que não totalmente definido e nem completamente assimilado. Mas é notório o esforço do governo para que Belo Monte se torne um paradigma deste modelo.

Para que a obra saísse efetivamente do papel, foram feitas todas as concessões possíveis à causa ambiental. A maior delas foi a drástica redução do reservatório, que na prática deixou de existir, implicando em significativa perda da eficiência energética. Mesmo assim, Belo Monte vai gerar energia para abastecer 40% do consumo residencial do País. Com reservatório, este número poderia chegar a 60%, mas com impactos ambientais gigantescos.

Quem acompanha de perto a construção da usina sabe dos cuidados ambientais. Muitas ações chegam ao absurdo e não se repetem em nenhum outro lugar do mundo, dado que a legislação ambiental brasileira é hoje a mais rigorosa de todas. Há impactos, sem dúvida, mas para cada um deles existem medidas mitigatórias ou compensatórias, permitindo reduzir os impactos negativos causados ao meio ambiente. Do ponto de vista ambiental, Belo Monte é algo totalmente novo de tudo o que já foi feito na Amazônia.

E a questão social? Esta talvez seja a mais importante, considerando que todos querem o meio ambiente saudável para que possamos viver mais e melhor. Sem a presença do ser humano, o próprio ambiente deixa de fazer sentido. Muitos grandes projetos pensados para a Amazônia consideraram apenas o aspecto econômico, sem se preocupar com os impactos sobre as populações locais. Em Belo Monte, também vemos um caminho totalmente diferente.

São muitos os planos e programas socioambientais tornados obrigações dos empreendedores. Um dos mais significativos é a realocação de cerca de sete mil famílias que vivem em áreas de risco na cidade de Altamira, próximas a igarapés que cortam a zona urbana do município. Estas famílias vão ganhar novas casas, em bairros novos construídos especialmente para elas, com asfalto, água, energia e esgoto tratado. Dignidade, enfim.

O investimento para garantir o cumprimento desta obrigação pode chegar a R$ 400 milhões e terá que ser feito exclusivamente pelo empreendedor privado concessionário de Belo Monte. Quando o governo teria recursos suficientes para fazer esta ação? Nunca, é certo. Só por este fato Belo Monte já valeria à pena, pois outros grandes projetos implantados na Amazônia fizeram exatamente o oposto: foram eles os responsáveis pelo surgimento de mazelas sociais. O próprio processo de ocupação desordenada das margens dos igarapés em Altamira foi um dos efeitos colaterais da construção da Transamazônica, na década de 70.

É claro que neste momento há um aumento pela demanda de serviços públicos em Altamira e região, por causa da chegada de massas de pessoas em busca de oportunidades. Mas olhando para o futuro, podemos vislumbrar o aumento da oferta de serviços e, após a construção, com a estabilização do fluxo populacional, uma grande revolução no que diz respeito a serviços como educação, saúde, saneamento, infraestrutura urbana, etc.

Outro indicativo que nos mostra que Belo Monte é muito diferente dos grandes projetos amazônicos do passado é a construção de um amplo plano de desenvolvimento regional sustentável. O PDRS Xingu, muito além do que um plano de metas, tem em caixa R$ 500 milhões para investir em projetos de desenvolvimento sustentável na região. É algo inédito no Brasil e no mundo. Que outra obra destinou meio bilhão para investimento em um único plano de desenvolvimento regional?

Ainda no âmbito do PDRS, temos a presença constante dos governos federal e estadual na região, antes ausentes. Todos os meses, representantes de 12 ministérios desembarcam em Altamira para reuniões que duram dois dias, para discutir os problemas da região, propor e ouvir propostas de soluções. Todo este esforço começa a gerar resultados em diversas áreas, desde a regularização fundiária à aceleração das obras de pavimentação da Rodovia Transamazônica.

Ser contra Belo Monte é fácil, assim como é simplista aderir a discursos prontos e distantes da realidade. A verdade é que Belo Monte não guarda semelhanças com os grandes projetos do passado e pode ser, com toda certeza, o símbolo de um novo modelo de intervenção na Amazônia.  Mas a cortina de fumaça criada por organizações com interesses não confessáveis impede até mesmo que as pessoas de bom senso enxerguem esta realidade. A boa notícia é que o tempo se encarregará de repor a verdade e de mostrar quem são os verdadeiros vilões.
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31 de jan. de 2012

Aprovada a criação do Distrito Industrial Belo Monte

O município de Vitória do Xingu, no Estado do Pará, será sede do primeiro distrito industrial da Transamazônica, empreendimento que vai impulsionar o desenvolvimento sustentável da região onde está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte. A criação do Distrito Industrial e Comercial Belo Monte foi aprovada pelo poder público do município, através de Projeto de Lei e decreto regulamentando o empreendimento, que deve ser lançado em março.

O Distrito Industrial e Comercial Belo Monte foi criado pela Lei nº 193/2011 e regulamentado pelo Decreto 024/2012, que permitem aos empreendedores iniciarem as obras de implantação do distrito, que ficará localizado próximo ao canteiro principal da Hidrelétrica de Belo Monte, na margem da Rodovia Transamazônica. Construído totalmente com recursos da iniciativa privada, o distrito vai permitir a implantação de grandes empresas que atendem às obras de construção da usina e visa, também, atrair mais investimentos para a região.

Idealizado por um grupo de empresários locais, o Distrito Industrial e Comercial Belo Monte será um marco na construção de hidrelétricas e vai ajudar a região a aproveitar melhor as oportunidades criadas por Belo Monte. O empreendimento será construído em uma área de 600 hectares, entre a Rodovia Transamazônica e o Rio Xingu, terá lotes industriais, comerciais e de serviços, acesso a porto de grande calado e com toda a infraestrutura urbana necessária para a instalação de empresas, como energia elétrica, água, asfalto e saneamento básico.

O empresário Vilmar Soares, de Altamira, está à frente da empresa responsável pelo empreendimento, a Belo Monte Participações e Urbanismo (BMP Urbanismo), e explica que o Distrito Industrial e Comercial Belo Monte vai contribuir no desenvolvimento regional. “Nossa idéia era criar uma solução de logística e, ao mesmo tempo, oportunizar melhores condições de atendimento para os fornecedores da construção de Belo Monte”, diz João Serra, outro empresário envolvido no empreendimento.

Os investimentos na implantação no empreendimento devem superar os R$ 40 milhões.  Considerando os recursos que serão investidos pelas empresas que vão se instalar no local, o montante pode passar de R$ 100 milhões. "Queremos ficar próximos da obra. Pretendo investir cerca de R$ 3 milhões na abertura de lojas dentro do centro comercial", diz Marcelo Zanella, dono da empresa de materiais de construção Avenida Homecenter, em Altamira, e um dos empreendedores envolvidos no projeto do Distrito.

"Esse projeto é crucial para o comerciante local. Hoje a distância da obra implica aumento substancial de preços, além de perda de tempo", acrescenta Charles Storck, também sócio da empresa responsável pelo projeto, informando que o objetivo também é atrair indústrias para o local. “Já estamos negociando com grandes empresas que desejam se instalar no local, como frigoríficos e laticínios”, Temos uma grande produção regional de gado, cacau, peixe, além de potencialidades como a madeira e o minero, portanto, a nossa estratégia é que sejam montadas indústrias para aproveitar esta oferta de matéria-prima na região, a energia farta da usina e a facilidade do transporte fluvial”, explica Vilmar Soares.

O Distrito Industrial e Comercial Belo Monte terá três diferentes setores: um setor industrial, destinado a grandes empresas, como distribuidores de combustíveis e oficinas mecânicas, entre outros; um setor comercial, com áreas de 300 metros quadrados, em média, onde ficarão empresas de produtos e serviços gerais, como restaurantes, papelaria, farmácias, padarias, lojas de material de construção, hotéis etc; e o terceiro setor, o residencial, destinado à construção de moradias para a população que trabalhará nas empresas instaladas no distrito.
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20 de jan. de 2012

Para fórum regional, Belo Monte não representa ameaça à vida no Rio Xingu

O Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (FORT Xingu) divulgou nota nesta quinta-feira, 19, criticando as manifestações de entidades ambientalistas contra impactos pontuais nas obras de construção da Usina de Belo Monte. Segundo o fórum, a hidrelétrica não representa uma ameaça à vida no Rio Xingu e a verdadeira ameaça é o lançamento de esgoto e as ocupações irregulares, principalmente em Altamira, maior cidade nas margens do rio.

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16 de dez. de 2011

BNDES fomenta negócios na região de Belo Monte

A 2ª Rodada de Negócios de Altamira deu uma grande contribuição para aumentar ainda mais a interação comercial entre empresas fornecedoras e a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A avaliação foi feita pelas lideranças empresariais que organizaram o evento, realizado nesta terça-feira, 13, no Centro Empresarial local, e que teve a presença de mais de 150 empresários de Altamira e de outras regiões do Pará e do País.
Com o tema “Financiamento”, a Rodada de Negócios teve a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que apresentou aos empresários as diversas linhas de crédito disponíveis para auxiliar as empresas fornecedoras de Belo Monte. O diretor do Departamento de Energia Elétrica do BNDES, Edmar da Cunha Raimundo, avaliou como muito positivo o evento, que segundo ele pôde mostrar aos empresários que o acesso ao crédito é simples e possível.

“Muitas vezes o empresário não busca o crédito porque pensa que os juros são muito altos, que o acesso é difícil, mas demonstramos aqui neste evento que existem diversos produtos de crédito à disposição do empresário, para atender desde a micro até a grande empresa”, diz Edmar da Cunha Raimundo, acrescentando que no atendimento individual, muitos empresários demonstraram interesse em acessar as linhas de crédito do banco. “O Cartão BNDES teve grande procura, pois é um excelente instrumento para as empresas”, diz.

O Coordenador Geral do Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (FORT Xingu), Valdir Narzetti, destacou que o evento superou as expectativas, principalmente pela qualidade do público e pela praticidade. “Os balcões de atendimento funcionaram de forma efetiva e a expectativa é que bons negócios sejam fechados a partir dos contatos feitos na Rodada de Negócios”, avalia o empresário.

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Justiça revoga liminar que paralisa obras de Belo Monte

A Justiça Federal no Pará revogou hoje uma liminar concedida no final de setembro deste ano que determinava a imediata paralisação das obras de construção da Hidrelétrica de Belo Monte no leito do Rio Xingu, local onde são desenvolvidas atividades de pesca de peixes ornamentais pelos associados da Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat). Foi o próprio juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins, que havia concedido a liminar, que a revogou.

Conforme a Justiça Federal, o magistrado, ao apreciar dois pedidos de reconsideração formulados pela União e pelo consórcio Norte Energia S.A., responsável pela usina, considerou que não havia mais motivos jurídicos que justificassem a manutenção da liminar.

Com isso, estão liberadas as obras no leito do Rio Xingu, como implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais e outras necessárias para construir a hidrelétrica.

Apesar de a liminar estar em vigor desde o final de setembro, não gerou efeito prático no desenvolvimento das obras para a construção da usina, uma vez que atualmente o trabalho vem sendo desenvolvido fora do leito do rio. Conforme informações fornecidas pela Norte Energia, responsável pela obra, neste segundo semestre os trabalhos estão focados nas vias de acesso e nos canteiros de obras.

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Fórum parabeniza José Antonio Muniz pelo título de Cidadão Paraense

O Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (FORT Xingu) vem a público manifestar congratulações ao Diretor de Transmissão da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, que está sendo agraciado pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA) com o título de Cidadão do Pará, honraria que será recebida em sessão solene, no dia 19, em Belém.

Nada mais justo do que a concessão de tão nobre título a uma pessoa que, durante toda a sua vida profissional, desempenhou papel de suma importância no desenvolvimento do Pará, sendo um dos grandes responsáveis pela implantação de projetos estruturantes e estratégicos, como a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Graças ao trabalho, empenho e dedicação de José Antonio Muniz Lopes, o Pará em breve será o maior produtor de energia elétrica do País.

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