ÚLTIMAS
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente. Mostrar todas as postagens

16 de jun. de 2014

GOVERNO DO PARÁ AUTORIZA GARIMPAGEM COM DRAGAS NO LEITO DO RIO TAPAJÓS

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente entregou no dia 6, em Itaituba, licenças ambientais para que várias dragas possam garimpar no leito do Rio Tapajós. A cerimonia de entrega foi realizada no Auditório denominado Geólogo Elias Leão, na SEMMAP e foi presidida pelo Secretario Estadual de Meio Ambiente, José Colares.

Estiveram participando da solenidade, o Prefeito de Jacareacanga, Raulien Queiroz; o Secretario Municipal de Mineração, Meio Ambiente e Produção de Itaituba, Valfredo Marques, que representou a prefeita Eliene Nunes, e cooperados da COOPEVAT, COOGAM e COOPOURO.

O Secretario José Colares, entregou licença de Operação –LO para a COOGAM, e  na área legalizada poderá trabalhar sete dragas. Já para a COOPOURO, foi entregue licença para cinco dragas trabalharem. Com relação a COOPEVAT, não foi entregue nenhuma licença devido esta cooperativa não ter ainda apresentado os documentos pendentes para legalização.

O Secretario José Colares foi claro em suas palavras e lembrou que estas dragas vão trabalhar, mas serão fiscalizadas e devem cumprir o Decreto Estadual e a Instrução Normativa que organiza a garimpagem no Pará, mas precisamente no Tapajós. "As dragas não legalizadas devem parar suas atividades, já que vamos voltar a fiscalizar", garantiu Colares.


Leia Mais...

3 de jun. de 2014

Itaituba teme futuro com 5 usinas na região

Do Estadão / Nas ruas esburacadas de Itaituba, quase sempre de terra batida, o esgoto corre dia e noite pelas canaletas cobertas de lodo e lixo. Água tratada não existe – na melhor das hipóteses, há uma fonte próxima da cidade onde as pessoas carregam galões de água para passar a semana. A saúde pública é precária e a segurança, deficiente. Com a infraestrutura abandonada, insuficiente para dar conta dos cerca de 100 mil habitantes, a população teme uma deterioração ainda maior com a chegada de grandes obras, em especial a construção do Complexo Hidrelétrico do Rio Tapajós.  

São cinco usinas estudadas na região, com capacidade para 12,5 mil megawatts (MW). A primeira será São Luiz do Tapajós, de 8.040 MW e que custará entre R$ 18 bilhões e R$ 25 bilhões. Depois virá Jatobá (2.338 MW), de R$ 5,1 bilhões. As demais estão em fase preliminar. Juntas, elas vão transformar a região num canteiro de obras, pelo menos por duas décadas.

Mas, ao contrário de cidades que receberam grandes empreendimentos, Itaituba não se comove com as cifras bilionárias. Há anos o sonho de desenvolvimento virou ilusão. Primeiro com o ciclo da borracha, seguido pelo garimpo e a abertura da lendária BR-230, mais conhecida como Transamazônica, que corta a cidade. O município colheu poucos benefícios e muito inchaço populacional – a última grande obra foi a orla do Tapajós, que virou uma das principais áreas de lazer da população, com restaurantes e quiosques.

Agora, com a iminência da construção de São Luiz do Tapajós, eles estão escaldados com a promessa de melhorias. A fama do caos das últimas construções, como as usinas do Rio Madeira e Belo Monte, também ajuda a aumentar a rejeição. “Vai acontecer aqui o mesmo que ocorreu em Tucuruí e Altamira. Não temos infraestrutura nem para os moradores que aqui estão. Imagina para mais 80 mil pessoas. Vai virar um caos”, diz o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itaituba (CDL), Davi de Oliveira Menezes, que vive na cidade desde os 10 anos.

Ele reclama dos levantamentos do Grupo de Estudos do Tapajós – formado pela Eletrobrás, Eletronorte, EDF, Camargo Corrêa, Cemig, Copel, GDF Suez, Endesa Brasil e Neoenergia –, que estariam fora da realidade. “Neste momento, ser contra ou a favor da hidrelétrica não importa. Queremos que as compensações e mitigações ocorram antes das obras da usina, antes que as pessoas comecem a chegar.”

No governo, a expectativa é leiloar São Luiz do Tapajós ainda este ano. Os estudos de viabilidade técnica e econômica já foram entregues para análise da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O próximo passo é concluir os Estudos de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).

“Estamos ansiosos para conhecer os estudos e verificar quais os impactos que o empreendimento trará para a região. Nossa preocupação é adotar medidas para mitigar os impactos ambientais que serão causados ao parque (Nacional da Amazônia)”, afirma o diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcelo Marcelino.

Pelos últimos dados, o reservatório da usina vai alagar 722 quilômetros quadrados (km²) – o equivalente a cerca de 66 mil campos de futebol. Antes de 2012, parte da represa atingia áreas de preservação ambiental. Mas, com uma medida provisória (MP 558, convertida em lei), a presidente Dilma Rousseff alterou os limites dos Parques Nacionais da Amazônia, dos Campos Amazônicos e Mapinguari, das Florestas Nacionais de Itaituba I, Itaituba II e do Crepori e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós. Sem isso, nenhuma pesquisa poderia ter sido iniciada, diz Marcelino.

Segundo ele, ainda não se sabe que tipo de impacto a usina trará para a região, que ainda é pouco conhecida (o Tapajós não tem nenhuma barragem). “Mas ali é uma área de pedrais com uma fauna associada a isso. Como a vazão e a velocidade do rio vão mudar, essa biodiversidade pode se perder. Nosso objetivo é evitar esse prejuízo.”

Além disso, há aldeias indígenas no entorno de onde será construída São Luiz do Tapajós. O cacique Ikõ Biaptu, da Aldeia do Mangue, em Itaituba, está preocupado com uma comunidade que será alagada. Ele diz que não é contra o desenvolvimento, mas alerta: “Nossa lei maior é a lei da sobrevivência. Estamos preparados para tudo o que vier”.

Maioria resiste à mudança. 

De Itaituba até a Vila Pimental são 65 km pela Rodovia Transamazônica e uma interminável estrada de terra. Para superar o lamaçal, só mesmo caminhonetes potentes, com tração nas quatro rodas, motos ou cavalo. A viagem é demorada. São quase três horas para chegar à comunidade, localizada à beira do Rio Tapajós.


Ali, enquanto os filhos brincam tranquilos na águas esverdeadas do intocado Tapajós, os pais perdem o sossego com o que pode vir pela frente. A Vila Pimental será alagada pela Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós e, por enquanto, ninguém sabe o que vai acontecer com os moradores. Um dos líderes da comunidade, José Odair, mais conhecido com CAK, conta que o empreendimento já começou a causar conflito na vila.

Alguns poucos moradores, convencidos de que vão receber bem por suas residências, mudaram de lado e defendem a hidrelétrica. Mas a maioria não pode nem ouvir falar da usina, como Maria Bibiana da Silva, de 106 anos, que vive em Pimental desde criança. Conhecida como Gabriela por causa do pai Gabriel, ela não imagina viver em outro lugar. “Quero passar meus últimos anos aqui, lugar que toda vida foi bonito.”

Na Vila Pimental, as ruas são de terra e muitas casas de pau a pique. Quase toda comunidade sobrevive da pesca. O que dá dinheiro ali é a venda de peixes ornamentais, conta Edmilson Ribeiro Azevedo, neto de Gabriela. “Também vendemos peixe para comer, mas os peixes ornamentais rendem mais. Numa única venda pode-se ganhar uns R$ 30 mil.”

Apesar da dificuldade logística, da educação e da saúde precária, eles vivem bem na comunidade. “Aqui ninguém passa fome. Temos o Rio Tapajós, que é o nosso freezer. A terra é o nosso supermercado. É daí que tiramos nosso sustento.” A preocupação dos moradores é o que fazer se forem retirados dali. </p>

“O ribeirinho não está preparado para deixar a beira do rio e ir pra cidade. Ele está acostumado a pescar e plantar. Na cidade, não tem isso, tudo é comprado”, diz Eudeir Azevedo, de 22 anos. Bisneto de Gabriela, o jovem franzino tem um discurso cheio de argumentos contra as usinas do Tapajós. “Será que para o Brasil se desenvolver é necessário tanto impacto? Será que é necessário remover populações que estão há mais de 100 anos em suas comunidades?”

A maioria dos moradores de Pimental já avisou que não vai se dobrar facilmente aos desejos do governo federal.

“Estamos vivendo no que é nosso. Não pedimos para as hidrelétricas serem construídas”, diz Azevedo.

Leia Mais...

19 de mai. de 2014

Jornal de Minas destaca Alter do Chão

O Jornal O Tempo, de Belo Horizonte, Minas Gerais, publicou em seu portal uma reportagem sobre a vila balnearia de Alter do Chão, no município de Santarém. Conhecido como Caribe Amazônico, o local foi apontado pelo jornal como um "Paraíso às margens do rio". Alter do Chão já havia sido apontada pelo jornal inglês The Guardian como a mais bela praia de água doce do País.

Segundo o jornal mineiro, "A região oferece diferentes espetáculos, como o encontro do rio Tapajós com o rio Amazonas. As praias têm areias branquinhas cercadas por águas cristalinas foto. O Sairé é a mais antiga manifestação da cultura popular da região", elogia a publicação, acrescentando que a praia está entre as dez mais bonitas do Brasil.

Ainda de acordo com a reportagem de O Tempo, a pequena vila com pouco mais de 6.000 habitantes chega a lotar os seus quase 500 leitos disponíveis durante o verão amazônico (entre agosto e janeiro). Contudo, Alter do Chão ainda recebe poucos turistas no inverno (entre fevereiro e julho) quando as águas do Tapajós sobem, fazendo as praias e alguns quiosques desaparecerem e abrindo brechas para a descoberta de novos passeios nas florestas e igapós que cercam o lugar.

Diz ainda que de 2009 para 2013 houve um acréscimo de quase 300 leitos na vila com a chegada de novos empreendimentos. E os próprios comerciantes e donos de hotéis do pequeno balneário garantem: quem pisar em Alter do Chão não irá se decepcionar.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA AQUI
Leia Mais...

14 de mai. de 2014

MPF investiga estudos de impacto e planos ambientais de usinas hidrelétricas na Amazônia

O Ministério Público Federal (MPF) acompanha, com vários procedimentos, as consequências para os povos indígenas dos estudos de impacto e planos ambientais de usinas hidrelétricas que o governo brasileiro implanta nas bacias dos rios Xingu (Belo Monte), Teles Pires (Teles Pires, Sinop e São Manoel) e Tapajós (São Luiz do Tapajós e Jatobá). Em todos esses casos, problemas na realização dos estudos e deficiências graves nos planos ambientais provocaram severos danos aos povos indígenas.

No caso dos índios do médio Xingu, afetados pela usina de Belo Monte, estudos insuficientes deixaram de prever impactos que hoje se observam. É o caso dos índios Xikrin, do rio Bacajá, que foram completamente ignorados nos estudos. Apenas dois anos depois do licenciamento de Belo Monte é que foram realizados estudos de impacto sobre os Xikrin. Para surpresa do MPF, os estudos constataram poucos impactos e previram condicionantes insuficientes, o que deixa os indígenas completamente vulneráveis e sem perspectiva de compensação diante das alterações que já se observam em seu modo de vida.

Mesmo para os povos indígenas onde houve previsão de impactos, a realização do Plano Básico Ambiental (PBA) ficou comprometida pelo atraso do empreendedor Norte Energia S.A e, em 2011, diante de impactos iminentes, foi criado um Plano Emergencial em substituição aos programas do PBA. O Plano Emergencial deveria fortalecer a presença da Fundação Nacional do Índio (Funai), garantir a proteção das terras indígenas contra invasões e realizar ações de etnodesenvolvimento. Nada disso foi implementado. Os recursos foram desviados para uma política anômala em que os indígenas eram obrigados a negociar mercadorias nos balcões da empresa.

O repasse mensal de valores diretamente do empreendedor para as aldeias atingidas desorganizou completamente os modos de vida dos Araweté, Assurini, Juruna, Arara, Xikrin, Parakanã, Xipaya e Curuaya que deveriam ter sido protegidos. “Hoje, a não implementação das ações mitigatórias condicionantes da obra, somada às ações ilegais do empreendedor, gerou um cenário novo, em que os indígenas se aproximaram do núcleo urbano, perderam a capacidade de auto-subsistência e modificaram seus hábitos alimentares, com as terras absolutamente vulneráveis”, analisa a procuradora da República Thais Santi, que acompanha em Altamira a situação dos índios afetados por Belo Monte.

No rio Teles Pires, mil quilômetros distante de Altamira, a situação não é muito melhor. Atingidos pelas usinas Teles Pires (em construção) e São Manoel (em fase de Licença Prévia), índios Kayabi, Apiaká e Munduruku já sofrem as consequências das intervenções no rio e da presença de pesquisadores, engenheiros e operários em suas terras. Em recente visita à aldeia do Kururuzinho, procuradores da República do Pará e Mato Grosso, junto com a sub-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, receberam várias denúncias, inclusive contra ações dos pesquisadores contratados pelas usinas.

Na implantação do Plano Básico Ambiental Indígena para os Kayabi, os indígenas foram obrigados a constituir um conselho com dez representantes para tomar decisões relativas ao PBA, o que viola as tradições políticas deles, impondo maneira de organização própria dos não-índios. Além disso, os programas previstos no PBA não contemplam diversos impactos. Chamou atenção do MPF a existência de programas de educação ambiental e de comunicação e a ausência de compensações concretas por danos ambientais.

A política de assimilação, apesar de ultrapassada por convenções internacionais e pela própria Constituição brasileira, continua muito presente nas ações governamentais para a implantação de usinas hidrelétricas, alerta o procurador Felício Pontes Jr, de Belém, que esteve na aldeia do Kururuzinho. “Todas as nossas necessidades ficam para depois. Somem os peixes e o programa que eles trazem no PBA é monitoramento de peixes. Como isso vai resolver?”, perguntou Valdenir Munduruku, de uma das aldeias afetadas pelas usinas no Teles Pires. A sub-procuradora-geral da República Deborah Duprat informou que os PBAs do rio Teles Pires serão analisados pelo MPF.

Várias lideranças indígenas denunciaram ao MPF a empresa Documenta, de arqueologia, pela retirada de urnas funerárias Munduruku e Kayabi durante os estudos para as usinas. Os indígenas foram convidados a visitar o escritório da empresa em Alta Floresta e se surpreenderam com a existência de artefatos retirados de seus cemitérios ancestrais. O assunto já é objeto de investigação na Procuradoria da República em Santarém.

Em estágio menos avançado de licenciamento estão as usinas do rio Tapajós, Jatobá e São Luiz do Tapajós, em Jacareacanga e Itaituba no Pará. Como em todas as outras usinas, não foi realizada a Consulta Prévia, Livre e Informada nos moldes do que determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. Para realizar os estudos de impacto ambiental, o governo federal, em vez de consulta, enviou tropas da Força Nacional para a região em 2012, causando grande revolta nos índios Munduruku. Foram realizados poucos meses de levantamento de campo, um forte indício de que os estudos mais uma vez podem subdimensionar impactos.

No último mês de fevereiro chegaram à região de Itatuba pesquisadores contratados para fazer o componente indígena dos estudos. Até agora apenas pesquisas sobre os meios físico e biótico foram realizadas. Com a tensão existente entre indígenas e governo, os pesquisadores não tiveram até agora permissão para entrar na Terra Indígena Munduruku. Uma investigação sobre os estudos indígenas das usinas do Tapajós já foi iniciada, em Belém.
Leia Mais...

Grupo aguarda resposta do estado sobre pesquisa no Rio Tapajós

Luana Leão
Do G1 Santarém

O grupo formado por jornalistas, professores, estudantes e outros profissionais, que iniciou uma movimentação no dia 14 de janeiro em Santarém, oeste do Pará, ainda aguarda uma resposta do governo do Estado sobre o custeio de uma pesquisa para verificar o grau de contaminação do Rio Tapajós, ainda aguarda uma resposta. A mobilização iniciou com a coleta de assinaturas em uma petição pública, que também foi feita pela internet.

A carta-petição pública foi assinada por mais de 1.700 pessoas e entregue ao vice governador do estado, Helenilson Pontes, em fevereiro deste ano. Passado três meses, segundo conta um dos integrantes do grupo, o jornalista e pesquisador Manuel Dutra, houve apenas uma sinalização por parte do governo: em meados de março, o secretário estadual de Meio Ambiente (Sema), José Alberto Colares, informou a Dutra que estava preparando uma minuta da resposta que seria dada pelo governador Simão Jatene nos próximos dias. À época, o secretário adiantou que já tinha feito contato com a reitora da Universidade Federal do Oeste do Pará  (Ufopa), Raimunda Monteiro, para que uma equipe da universidade execute a pesquisa, podendo também ter a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) ou do Instituto Evandro Chagas, sediados em Belém, segundo divulgou Dutra.

Até o momento, nem a minuta de reposta, nem o deferimento pela pesquisa por parte do governo estadual ocorreram. Segundo o jornalista, após o contato com o secretário de Meio Ambiente do estado, “não foi dito mais nada”, assegura Dutra.

Em contato com a assessoria do vice governador, o G1 foi informado que o documento foi encaminhado aos setores responsáveis por esse tipo de projeto da Sema e à comissão de planejamento do governo. O G1 ainda aguarda um posicionamento sobre a aceitação do governo em custear a pesquisa.
Entenda

A suspeita, segundo o grupo, é de que o rio esteja sendo contaminado por produtos químicos decorrentes de trabalhos em garimpos e da mineração industrial. Segundo pesquisadores, na década de 1980, quando aproximadamente 500 mil pessoas se dedicavam à atividade garimpeira na região, toneladas de barro e mercúrio foram despejados contaminando as águas do Rio Tapajós.

Segundo Dutra, há um antecedente que reforça essa teoria. “Há 25 anos, o Tapajós ficou cheio de lama, peixes foram contaminados e pessoas adoeceram. As praias ficaram amareladas. As pessoas não podiam cair na água porque ficavam com o corpo cheio de coceira”.

A ideia é que pesquisadores da UFPA e da Ufopa colham amostras de vários pontos do rio e façam os testes de laboratórios necessários para traçar um diagnóstico, com os custos bancados pelo governo do estado. Este é o primeiro passo. Caso seja constatada qualquer anormalidade, outras atitudes serão tomadas.
Leia Mais...

26 de mar. de 2014

Indústrias do Pará investem em soluções para o melhor uso da água

A cada minuto no chuveiro mais de 20 litros de água vão embora pelo ralo, além da energia que se gasta, se for elétrico. Mais de 25 litros podem ser gastos escovando os dentes, considerando a torneira fechada enquanto se escova. Os dados são da Agência Nacional de Águas (ANA), que revelam quanto gastamos no ambiente domiciliar. Enquanto em casa, as alternativas para evitar o consumo de água são, geralmente, desligando a torneira, na indústria as soluções vão além. No Pará, grandes empresas dão exemplos de como gerir esse recurso.

Em Juruti, onde atua com uma unidade de mineração de bauxita, a Alcoa realiza um trabalho de gestão de recursos hídricos que tem impactado positivamente as operações da empresa. “Aproximadamente 85% da água no beneficiamento da bauxita é reaproveitada. No ano passado, o consumo de água recuperada em nossas operações chegou a 97%. Em virtude dessa redução significativa do consumo de água do Lago Grande Juruti, de onde é captada para a lavagem do minério, reduzimos o tempo de operação dos equipamentos de captação de água, o consumo de energia elétrica e também os custos relativos ao processo”, conta Ever Dias, engenheiro de Barragens, Captação e Dragagem da Alcoa Juruti.

A separação da argila e da bauxita ocorre por decantação, sem aditivos químicos. Após a lavagem do minério, a água é direcionada para reciclagem em um grande reservatório, onde o próprio peso da lama faz com que ela se separe naturalmente e exponha na superfície a água que volta para o processo. “Uma iniciativa sustentável que também adotamos ao processo é a captação da água da chuva, feita por um sistema de canaletas instaladas nas ruas e prédios da unidade”, acrescenta o engenheiro.

As legislações ambientais também contribuem para a gestão industrial. Em janeiro deste ano, a fabricante de vergalhões e cabos elétricos de alumínio, Alubar Metais e Cabos, localizada em Barcarena, apresentou a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), durante a auditoria de recertificação da ISO 14001, norma internacional que estabelece seu Sistema de Gestão Ambiental. A Estação foi um dos pontos avaliados pelos auditores como uma boa prática. “Além de atender a legislação ambiental, que prevê o recolhimento dos efluentes, tratamento e descarte de forma correta, a Estação está compatível com os valores da empresa, como a ética e o respeito ao meio ambiente”, afirma Raimundo Nonato, gerente do Controle de Qualidade e Meio Ambiente.

Projetada para tratar 30 mil metros cúbicos por dia, a Estação ainda está na primeira etapa do projeto que é recolher a água do processo de produção da empresa, cerca de cinco mil metros cúbicos diários, que depois de receber tratamento adequado abastecem, por enquanto, os banheiros da empresa. “O tratamento da água tem três fases. Checamos pH, retiramos a matéria orgânica da água e, por fim, uma amostra da água para avaliar os parâmetros determinados pelo órgão ambiental”, explica o gerente. Ele prevê para os próximos meses a segunda etapa da Estação: tratamento dos dejetos sanitários.

Investimento ambiental 

Na Imerys, a água faz parte de várias etapas do processo de produção da mineradora que atua com caulim no nordeste paraense. “A água usada na produção é reaproveitada no próprio processo, por meio de um sistema de recirculação, ou seja, ela vai e volta para a mesma etapa, reduzindo a necessidade de consumir mais recursos hídricos e não agredindo o meio ambiente”, explica Adelson Carvalho, supervisor de Meio Ambiente. Esse circuito é um dos três processos de recuperação de água, sendo o de recirculação o mais sustentável, pois aproximadamente 90% da água são reutilizados. Em 2013, o consumo de água recirculada ultrapassou quatro milhões de metros cúbicos.

O supervisor também ressalta outro sistema: recuperação de rejeito, que consiste em uma água branca, parecido com uma polpa, pois tem na composição 30% de caulim. Essa água volta para o início do processo para que sejam aproveitadas as pequenas quantidades que ainda possui do mineral, além de ajudar na vida útil da bacia, onde os rejeitos são depositados.  Enquanto isso, em outro estágio, a água, depois de separada do caulim e tratada, abastece os banheiros da planta industrial, uma vantagem para a empresa e para o meio ambiente.

O circuito de recuperação de água também tem como destino o Rio Pará. “A água do processo passa por tratamentos e é lançada ao rio, de acordo com os requisitos da norma do CONAMA 430/11, que estabelece alguns parâmetros de descarte de efluentes industriais. Durante esse processo, o sistema de descarte é monitorado durante 24 horas, com espaço de tempo de 2h pela equipe técnica do Meio Ambiente”, finaliza Adelson Carvalho.

Leia Mais...

25 de mar. de 2014

Nasa conclui que Amazônia absorve mais gás carbônico do que emite

Um estudo concluído pela Agência Espacial Americana (Nasa) resolveu um longo debate a respeito do papel da floresta amazônica em relação ao aquecimento global.  Pesquisadores se perguntavam se a floresta seria capaz de absorver uma quantidade maior de dióxido de carbono (CO2) do que ela emite naturalmente.  A resposta obtida pela pesquisa da Nasa divulgada nesta terça-feira (18) mostra que a Amazônia realmente ajuda a reduzir o aquecimento global.

O CO2 é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, que leva ao aumento da temperatura terrestre. Enquanto as árvores vivas absorvem o dióxido de carbono da atmosfera ao longo de seu crescimento, as árvores mortas devolvem o gás para a atmosfera no período de sua decomposição.

A hipótese de que a floresta estaria emitindo mais gás do que absorvendo surgiu na década de 1990, quando se descobriu que enormes áreas da floresta costumam morrer devido a intensas tempestades.

Antes do estudo da Nasa, medições desse balanço entre emissão e absorção do CO2 na floresta amazônica só tinham sido feitas em pequenas porções da floresta, o que tornava os resultados questionáveis.

Para este estudo, a Nasa combinou técnicas de análise de imagens de satélite, medidas coletadas no local e outras tecnologias. A pesquisa concluiu que a emissão total de dióxido de carbono pela floresta durante um ano é de 1,9 bilhões de toneladas. Já a absorção foi estimada por meio de medidas do crescimento da floresta em diferentes cenários.

De acordo com a Nasa, em todos os cenários, a absorção de CO2 por árvores vivas superou a emissão por árvores mortas, indicando que o efeito geral da floresta é a absorção.

Uma das estratégias que tornou o levantamento possível foi o desenvolvimento de técnicas para identificar árvores mortas em imagens de sensoriamento remoto. Nas imagens de satélite, por exemplo, as árvores mortas aparecem em cores diferentes em comparação às árvores vivas.


O estudo, publicado nesta terça-feira (18) na revista científica “Nature Communications”, foi liderada pelo pesquisador Fernando Espírito-Santo, da Nasa, e contou com a colaboração de outros 21 pesquisadores de cinco países.

Fonte: G1
Leia Mais...

18 de mar. de 2014

Crime ambiental: Belo Monte some com madeira retirada de obras

Um crime ambiental de proporções épicas está acontecendo na maior obra de construção em andamento atualmente no País: a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, Pará. Uma fiscalização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) constatou que milhões de metros cúbicos de madeira em tora simplesmente sumiram dos canteiros de obras da usina. Esta madeira, segundo o órgão fiscalizador, apodreceu ou foi enterrada, sem qualquer destinação adequada.

O Ministério Público Federal de Altamira abriu investigação para apurar as responsabilidades. A estimativa inicial é que mais de cinco milhões de metros cúbicos de madeira retirada dos desmatamentos feitos para a construção da usina tenham simplesmente desaparecido.  A forma como a madeira, proveniente do desmatamento, foi retirada para a construção da usina recebeu críticas sistemáticas do órgão fiscalizador. O Ibama declarou, em um relatório de vistoria técnica de agosto de 2013, que o canteiro de obras é um “sumidouro de madeira”.

O Ibama afirma no parecer que mais de 80% das toras de boa qualidade não foram destinadas a qualquer fim útil. Apesar disso, o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) vem comprando madeira do mercado local para as obras civis, tendo declarado, apenas até o final de 2012, a compra de quase 20 mil m³ de toras, o equivalente a várias centenas de caminhões de madeira cheios. Desde o parecer técnico de dezembro de 2012, os analistas responsáveis vêm constatando problemas quanto à forma de estocagem e monitoramento das toras geradas e apodrecimento de madeira nos pátios.

Crime planejado

O crime ambiental que ocorre em Belo Monte foi planejado pela Norte Energia, dona da usina, e pelo CCBM, responsável pela construção. Antes do início das obras, entidades ligada ao setor florestal da região realizaram diversas reuniões com a Norte Energia para solicitar uma destinação adequada desta madeira. A Associação das Indústrias Madereiras de Altamira e Região (AIMAT), chegou a produzir um documento técnico apresentando soluções para a destinação da madeira, que poderia servir para reativar as indústrias madeireiras da região, paralisadas por falta de matéria-prima legalizada.

A Norte Energia prometeu analisar a questão, mas nunca deu importância. Quando as obras começaram, a orientação para as empresas que realizaram a supressão da vegetação foi a de enterrar o máximo de madeira possível. Trabalhadores que atuavam nesta empresas, ouvidos pela reportagem, confirmaram que a orientação era enterrar a madeira.

Pelos levantamentos feitos pela própria Norte Energia antes da obra, pelo menos 100 quilômetros quadrados de florestas teriam que ser desmatados para a construção da usina. São 62,5 mil hectares. Considerando que cada hectare pode ter no mínimo 35 metros cúbicos de madeira com viabilidade comercial, calcula-se que o montante de madeira comercial em Belo Monte ultrapasse os 2 milhões de metros cúbicos.

Além do prejuízo ambiental, há também o econômico. A madeira em tora é vendida atualmente no mercado por R$ 100,00 o metro cúbico, em média. Ou seja, são mais de R$ 200 milhões enterrados pela Norte Energia e CCBM.  


 

Leia Mais...

Belo Monte não preparou cidades para impactos de hidrelétrica

Pela terceira vez, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) avaliou que as condicionantes antecipatórias de mitigação e compensação dos impactos socioambientais da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), não foram executadas dentro do prazo pela Norte Energia, empresa responsável pela construção da usina.

A última análise do órgão federal, disponibilizada em janeiro último, não aponta qualquer garantia de operação do saneamento básico das cidades afetadas e a responsabilidade da conexão do sistema com os domicílios ainda não foi definida. As obras de saúde e educação continuam consideradas como não atendidas pelo Ibama. E lamentavelmente as condicionantes indígenas mais uma vez ficaram excluídas das análises.

Belo Monte encontra-se numa fase crucial. O cronograma da empresa para o BNDES prevê o pedido de licença para início da operação no mês de julho deste ano. Desde o início da construção da usina, há três anos, todas as avaliações do Ibama apontam que a Norte Energia fracassou na implementação das “medidas antecipatórias”, aquelas que deveriam preparar a região para receber o empreendimento.

As conclusões estão em uma nota técnica produzida pela equipe do Instituto Socioambiuental (ISA) que monitora as obrigações de responsabilidade do empreendedor e do poder público relacionadas ao empreendimento. A nota baseia-se nos pareceres técnicos do Ibama e em respostas a pedidos de informação apresentados pelo ISA aos diferentes órgãos públicos envolvidos por meio do Sistema de Informação ao Cidadão (SIC). Leia a nota técnica na íntegra

As avaliações e recomendações dos analistas ambientais do Ibama que acompanham mais detalhadamente o empreendimento foram em grande parte desconsideradas pela Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama (Dilic). Diversas recomendações de notificação ou sanção, assim como diversas avaliações de atrasos e descumprimentos de procedimentos e padrões ambientais, foram descartadas pela Dilic.

Contradições

A nota do ISA apresenta o despacho da Dilic e o ofício da presidência da autarquia encaminhadas à Norte Energia no dia 14/2. A manifestação da presidência do Ibama deixa de mencionar os atrasos e descumprimentos apontados pelos analistas ambientais que acompanham diretamente o caso.

As inadimplências relacionadas à saúde, ao saneamento básico das localidades urbanas, à não finalização do cadastro de atingidos na área urbana de Altamira e à inadequada destinação da madeira são apresentadas como irregularidades graves pelos técnicos. Mesmo assim não houve um encaminhamento de cobrança, nem sequer de notificações quanto a essas questões pela diretoria do órgão federal.

O documento apenas notifica a empresa a respeito de três pontos: quanto ao atraso no saneamento básico de três pequenas comunidades rurais da Volta Grande do Xingu; a recomposição da estrutura viária interrompida pela construção do canal e dos reservatório da usina; e a construção de duas estradas de acesso aos canteiros, bloqueadas expressamente pela licença de instalação

A nota do ISA traz um placar geral sobre a análise do Ibama a respeito do quarto relatório da Norte Energia para acompanhamento das condicionantes socioambientais do licenciamento de Belo Monte, que se constitui em um rol de 23 exigências.

Em sua última avaliação, o Ibama reconhece uma melhora em relação à situação de atendimento das condicionantes desde a análise anterior, em maio de 2013. No entanto, quando se vai além do panorama geral de atendimento das condicionantes, analisando-se separadamente condicionantes relevantes para a viabilidade socioambiental da obra, constata-se que não ocorreu a mesma evolução. Ao contrário, o descumprimento das condicionantes é reincidente desde 2011.

Para o Ibama, a Norte Energia atendeu plenamente apenas condicionantes relativas à entrega de relatórios e monitoramento de dados.

Saneamento Básico

Para garantir a qualidade da água do reservatório da usina, o Ibama exigiu entre as condicionantes da licença de instalação da obra a implementação de sistema de esgoto nas cinco cidades localizadas no seu entorno. Em Altamira, as obras começaram com dois anos de atraso. Porém, não há nenhuma previsão de ligação domiciliar do sistema de tratamento de esgoto às residências. Atualmente, todo o esgoto da região é despejado no Rio Xingu.

“A empresa estadual de saneamento já disse que não pode entrar na casa das pessoas para fazer a ligação, a Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) está falida e a prefeitura não tem condições de arcar com este custo”, disse o secretário de obras de Altamira, Rainério Meireles.

O secretário defende que o custo das ligações domiciliares seja arcado pela Norte Energia, já que o compromisso no licenciamento diz respeito a “implementação intermitente”, ou seja implementação total e no prazo estabelecido. Ele afirma que prefeitura, empresa e Ibama estiveram reunidos em fevereiro para discutir a questão, mas o encontro acabou sem propostas de solução. Meireles diz estar preocupado com o cronograma de implantação. “As obras na região central ainda nem começaram. São 60 mil residências para fazer a ligação domiciliar, isso levaria pelo menos um ano”, diz. As contas do secretário não batem com o cronograma da empresa. A Norte Energia afirma que irá entregar o sistema dentro do prazo previsto, julho de 2014.

A nota técnica do ISA alerta que nas cidades de Belo Monte e Belo Monte do Pontal o saneamento foi construído, mas também não se realizou nenhuma conexão com as casas e não há qualquer previsão do início da operação.

O Ibama ressaltou que “a operação dos sistemas de esgotamento implantados depende das ligações domiciliares e das adequações sanitárias nas residências das duas localidades”. Motivo que levou o órgão a classificar a condicionante de saneamento básico como não atendida.

“As ligações residenciais devem ser tratadas da mesma forma que todo o restante do sistema de esgotamento, ou seja, como responsabilidade da Norte Energia”, afirma a advogada do ISA, Biviany Rojas.

Incerteza sobre atingidos

Parte da cidade de Altamira será alagada por conta da formação do reservatório da usina e cerca de 7 mil famílias que vivem nas margens dos igarapés ao redor da cidade serão obrigadas a abandonar suas casas. O Ibama vem verificando problemas na primeira etapa do reassentamento dessas famílias.

Os analistas do Ibama criticam a demora na conclusão do Cadastro Socioeconômico (CSE) e no acesso a informação dos cadastros por parte dos atingidos, que até dezembro do ano passado não havia sido concluído.

Apesar disso, a Norte Energia está solicitando adiantamento do prazo de demolição e limpeza das habitações nas áreas urbanas dos igarapés de Altamira para julho de 2014. A limpeza das áreas implica a expulsão imediata das famílias do local a ser inundado.

Caso o pedido de adiantamento do trabalho de limpeza das áreas urbanas que serão alagadas seja concedido pelo Ibama, sem que as etapas anteriores do processo estejam concluídas, estarão em risco a garantia do direito à liberdade de escolha pelas formas de indenização e do direito à moradia digna. Segundo o Ibama, o prazo máximo para terminar o cadastro é setembro de 2014.

“Em Belo Monte falta transparência em todo o processo, desde a fiscalização do poder público à inexistência de espaços assistidos para solução dos casos de conflito. Estes fatores fundamentais para assegurar direitos e justiça estão sendo desrespeitados”, afirma André Vilas Boas, secretário executivo do ISA.

Saúde

Toda a região mantém a mesma infraestrutura de hospitais municipais de antes do início da construção da usina, em 2011. Em Altamira, apenas o Hospital Municipal São Rafael trabalha em regime de “portas abertas”, quando recebe pacientes sem encaminhamentos para áreas específicas. Boa parte das emergências da cidade, com cerca de 140 mil habitantes, é encaminhada ao São Rafael.

A construção do Hospital Geral de Altamira é a principal compensação na área de saúde pelo inchaço populacional na cidade. A obra está atrasada e a data de conclusão foi alterada de fevereiro para junho de 2014.

O secretário de Saúde do município, Waldeci Maia, reclama que boa parte da demanda dos hospitais é para atender os trabalhadores da usina e seus agregados, estimados em 25 mil. “Eu tenho que fazer malabarismo com o orçamento de R$ 45 milhões. Metade é somente em folha de pagamento do hospital que não dá conta de atender as emergências. Eu sei que não dá conta”.

O Ibama confirma as reclamações do secretário e atribui um outro problema à sobrecarga no hospital São Rafael. O Hospital da Vila dos Trabalhadores ainda não foi concluído, apesar de ter sido previsto para setembro de 2013.

“Em vistoria, o Ibama foi informado pela diretora do Hospital São Rafael que existe grande demanda naquele hospital por parte de funcionários do CCBM”, indica o último parecer do Ibama.

Os trabalhadores do Consórcio continuam pressionando a demanda sobre o sistema público de saúde. No parecer de maio de 2013, o Ibama solicitou à Norte Energia priorizar a implantação do módulo de emergência do hospital dos trabalhadores, mas a empresa não concluiu as obras no prazo estipulado. O Hospital de Vitória do Xingu, cidade que abriga o principal canteiro de obras da usina, não tem sequer projeto executivo.

Apesar do cenário caótico, a Norte Energia afirma em relatórios ao órgão fiscalizador que a construção de 27 Unidades Básica de Saúde já seria suficiente para atender a demanda da região. O Ibama não indicou qualquer notificação ou multa pela inadimplência nas condicionantes de saúde.
Leia Mais...

27 de jan. de 2014

Na rota do desenvolvimento

Não só as cidades paraenses vão se desenvolver com a pavimentação da BR-163 e a consequente mudança do eixo logístico do país. Sinop, no Mato Grosso possui hoje 150 mil habitantes. Tem uma economia pujante. Seis vôos diários. 10 mil universitários. O crescimento é visível. E vai aumentar ainda mais. Com o início das operações portuárias em Miritituba, este ano mais de 70 mil caminhões devem passar em Sinop em direção ao Pará. Ano que vem, serão 150 mil. E até 2017 mais de 500 mil bitrens. A expectativa é que em dez anos a cidade dobre de tamanho, ultrapassando os 300 mil habitantes.
Leia Mais...
@ 2014 - Todos os Direitos Reservados a VioNorte Comunicação Ltda - Desenvolvimento: