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16 de jun. de 2014

GOVERNO DO PARÁ AUTORIZA GARIMPAGEM COM DRAGAS NO LEITO DO RIO TAPAJÓS

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente entregou no dia 6, em Itaituba, licenças ambientais para que várias dragas possam garimpar no leito do Rio Tapajós. A cerimonia de entrega foi realizada no Auditório denominado Geólogo Elias Leão, na SEMMAP e foi presidida pelo Secretario Estadual de Meio Ambiente, José Colares.

Estiveram participando da solenidade, o Prefeito de Jacareacanga, Raulien Queiroz; o Secretario Municipal de Mineração, Meio Ambiente e Produção de Itaituba, Valfredo Marques, que representou a prefeita Eliene Nunes, e cooperados da COOPEVAT, COOGAM e COOPOURO.

O Secretario José Colares, entregou licença de Operação –LO para a COOGAM, e  na área legalizada poderá trabalhar sete dragas. Já para a COOPOURO, foi entregue licença para cinco dragas trabalharem. Com relação a COOPEVAT, não foi entregue nenhuma licença devido esta cooperativa não ter ainda apresentado os documentos pendentes para legalização.

O Secretario José Colares foi claro em suas palavras e lembrou que estas dragas vão trabalhar, mas serão fiscalizadas e devem cumprir o Decreto Estadual e a Instrução Normativa que organiza a garimpagem no Pará, mas precisamente no Tapajós. "As dragas não legalizadas devem parar suas atividades, já que vamos voltar a fiscalizar", garantiu Colares.


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15 de abr. de 2014

BNDES empresa 6,2 bilhões à Vale

A Vale informou hoje (15/04/2014) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um contrato de financiamento de R $ 6,2 bilhões para implementar os projetos Carajás Serra Sul S11D e CLN S11D. O prazo do financiamento é de dez anos e os recursos serão desembolsados ​​em três anos de acordo com os planos dos projetos.

O projeto S11D consiste de desenvolvimento de uma mina e planta de processamento localizada na serra sul de Carajás, no estado do Pará, com uma capacidade estimada nominal de 90 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de minério de ferro. O projeto CLN S11D inclui investimentos em ferrovia e porto, aumentando a capacidade logística nominal estimada de Estrada de Ferro Carajás e do terminal marítimo de Ponta da Madeira para aproximadamente 230 milhões de toneladas ano.
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11 de fev. de 2014

Programa Pará Crescer impulsionará compras em todo o Estado

Identificar novas oportunidades de mercado e estimular o fortalecimento da economia local são os pilares do programa Pará Crescer, lançado hoje (31) em Santarém, no oeste do Estado. A iniciativa é do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE-PA), em parceria com o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Indústria Comércio e Mineração (SEICOM) e da Secretaria de Estado de Administração (SEAD). Santarém será o primeiro município a receber oficialmente o programa de compras, que visa incentivar as prefeituras a comprarem produtos e serviços dentro do próprio município, impulsionando assim a economia da região.

Inicialmente, o apoio será dado às prefeituras de 20 municípios no Pará, mas a meta é atingir também cidades próximas a essas. “A definição de quais serão os próximos municípios a fazerem parte do Pará Crescer ainda está em negociação e o avanço do programa em 2014 dependerá do envolvimento do poder público municipal e do apoio da classe empresarial. Acreditamos que o ambiente é favorável e, por isso, pretendemos estabelecer estes municípios interessados como pólos multiplicadores, abrangendo uma média de outros cinco no entorno”, explica Airton Lisboa Fernandes, diretor de Desenvolvimento do Comércio e de Serviços da SEICOM.

“A aposta na capacitação em busca da excelência nas relações de compra e venda, somada ao intercâmbio de tecnologia e bons resultados, impactará positivamente na renda local, contribuindo com a oferta de novos empregos e a agregação de valor aos produtos genuinamente paraenses”, acrescenta o diretor. As ações do programa começaram este mês em Belém, com a capacitação da primeira turma de gestores públicos no “Curso do Comprador”. Em fevereiro, serão iniciadas três novas turmas. Além disso, empresas de economia mista também receberão treinamento em compras.

Desafio - Apesar das capacitações envolverem os compradores, oferecendo orientações sobre como fazer investimentos estratégicos e vantajosos na própria localidade, e também os vendedores, com noções sobre legislação e oferta de melhores produtos, as micro e pequenas empresas demandam atenção diferenciada, diante das dificuldades que ainda enfrentam para estarem 100% aptas a prestarem serviços para a administração pública.

Neste cenário, além de oportunizar o fortalecimento dos municípios, assegurar vantagens para os pequenos negócios e micro empreendimentos ainda é um desafio. “O apoio do governo do Estado no desenvolvimento de políticas públicas efetivas e na implantação deste programa de compras, trabalhando de forma integrada conosco, é de grande relevância. Queremos nivelar e fortalecer o relacionamento entre comprador e vendedor local, facilitando os processos e conferindo dinamismo ao mercado paraense como um todo”, finaliza Solano Lisboa, gestor do Programa de Compras Governamentais do SEBRAE-PA.
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16 de abr. de 2013

Grupo Georadar vai investir R$ 80 milhões no oeste do Pará

Um total de R$ 80 milhões, que serão utilizados para pesquisa de gás e petróleo na região oeste do Pará, foi o valor anunciado em uma audiência pública do Grupo Georadar com a prefeitura de Santarém na noite de 9 de abril, na Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES).

O diretor financeiro do grupo, Luiz Nagata, destacou que este valor faz parte de um empréstimo que o Georadar recebeu por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia de Fornecedores de Bens e Serviços relacionados ao setor de Petróleo e Gás (P&G), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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28 de nov. de 2011

Novo imposto mineral no Pará: é bom ou ruim?

O governo do Pará enviou à Assembléia Legislativa um projeto de lei que taxa a produção mineral no Estado em R$ 6,00 a tonelada. A criação de um novo imposto sobre o setor mineral no estado gerou intensa discussão. As entidades representativas das empresas alegam que o projeto é inconstitucional e prometem lutar por todas as vias contra a taxa. O governo, do outro lado, afirma que além de constitucional, o projeto vai garantir melhor fiscalização sobre a atividade.

Acredito que é quase unânime a avaliação de que as mineradoras deveriam deixar mais benefícios ao Pará em troca do minério que retiram do nosso subsolo e enviam, quase todo em estado bruto, para o exterior. Ainda mais depois que a Lei Kandir extinguiu a cobrança de ICMS sobre as exportações, reduzindo de forma brutal a receita que os estados produtores de minérios tinham com a atividade. Entretanto, é preciso avaliar se a criação de um imposto é mesmo a melhor solução para o problema.

Primeiro, é preciso esclarecer que é no mínimo exagerada a visão de que as mineradoras levam nossas riquezas e deixam apenas os buracos. De acordo com Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), os municípios mineradores possuem um grau de desenvolvimento muito acima da média estadual, considerando aspectos como saúde, educação e emprego e renda. Portanto, a mineração melhora sim a vida das pessoas das comunidades ao seu redor.

Mas o aspecto fundamental que considero nesta questão é saber se, ao criar um novo imposto, o Estado do Pará não dará um tiro pela culatra. Melhor explicando, é preciso colocar na balança duas questões fundamentais. A primeira, é que o Estado precisa arrecadar mais para manter a máquina pública e fazer os investimentos que tanto precisa. A segunda, é que a criação do novo imposto colocará o Pará em desvantagem competitiva em relação a outros estados mineradores, que não possuem o imposto, podendo ocorrer uma fuga de investimentos.

É sabido que o Pará mal arrecada o suficiente para manter a máquina pública funcionando. O que sobra para investimento é insignificante. Com a Lei Kandir, o problema se agravou. O novo imposto daria ao Pará cerca de R$ 800 milhões por ano, podendo chegar a R$ 1 bilhão, em arrecadação. Trata-se de um incremento considerável nas receitas, garantido ao poder público mais recursos para a construção de escolas e hospitais, ou mesmo para investimentos em projetos estruturantes, como rodovias. Sem dúvida, o aumento da arrecadação é uma necessidade urgente do Pará.

No outro prato da balança, está o fato de que o Brasil vive uma verdadeira guerra fiscal entre os Estados. O que se tem visto é os governos estaduais reduzirem os impostos ou mesmo concederem isenção para atrair investimentos e gerar emprego e renda. O próprio Pará já fez isso em diversos segmentos da economia. A criação de um imposto para um único setor caminha exatamente na contramão destas políticas. É preciso saber se não haverá uma redução nos investimentos e, com isso, o que se ganha com o aumento da arrecadação se perde em investimentos diretos na economia e na geração de empregos.

O Pará deve receber nos próximos anos uma soma astronômica de novos investimentos. Até 2014, cerca de R$ 100 bilhões devem ser injetados na economia do Estado. Os maiores investimentos previstos são justamente do setor mineral. Mais de 100 mil empregos devem ser gerados. Um novo imposto não iria fazer com que as mineradoras repensassem os seus investimentos? Esta é a pergunta crucial que se deve fazer. Aumento de impostos sempre gerou redução de investimentos. É assim em qualquer lugar do mundo.

Por mais que possa parecer insignificante, R$ 6,00 por tonelada pode prejudicar a competitividade das empresas no exterior, fazendo com que as mesmas percam interesse pelas minas paraenses. O Pará não é o único estado que possui grandes reservas minerais, apesar de possuir as melhores.  Será que as mineradoras vão conseguir absorver mais este custo e manter os seus preços ou terão que renegociar os contratos? Ou os acionistas vão se contentar com menor entrega de valor?

Nunca podemos nos esquecer que vivemos num mundo globalizado e não isolados em nossas próprias particularidades. A economia global, extremamente competitiva, já deu mostras de que custos autos não combinam com atração de investimentos. Não é à toa a corrida das grandes empresas de manufatura para países como China, Índia e até mesmo Vietnam em busca de menores custos, especialmente mão de obra e impostos. Os gigantes globais do setor mineral estão dispostos a pagar mais imposto para ficar ou se
instalar no Pará?

Se todas estas questões ajudam a esclarecer o debate, existe ainda um fator de extrema importância. No Brasil, a sociedade não quer mais nem ouvir falar de mais impostos. A tolerância para isso chegou ao limite. Principalmente porque se sabe que uma parte significante do que é arrecadado simplesmente some pelo ralo da corrupção ou da ineficiência administrativa. No Pará, historicamente isso se repete. Quanto deste novo imposto será desviado para o bolso de políticos desonestos? Ou ainda quanto se perderá por causa da burocracia ou mesmo será investido em projetos eleitoreiros que não contribuem com o desenvolvimento do Estado?

Há ainda outra questão de fundo que merece ser apreciada. Os investimentos da iniciativa privada, geralmente, se traduzem em melhorias das regiões onde estes projetos estão inseridos. Muitos estados adotam a política da redução de impostos, pois o dinheiro que deixa de ser arrecadado acaba chegando de maneira direta à população. Uma boa opção a criar simplesmente um novo imposto seria negociar com as empresas do setor mais investimentos nas regiões onde estão localizadas. O Estado tem condições de fazer isso, sem que as empresas optem por opções de investimentos mais atrativas.

Por último, é preciso lembrar que o Pará tem um dos piores sistemas de arrecadação do País. A sonegação fiscal é altíssima e muitos e muitos milhões deixam de chegar aos cofres públicos por problemas como ineficiência na arrecadação, falta de fiscalização ou mesmo por causa da corrupção. Simplesmente criar um novo imposto, sem melhorar ao máximo a arrecadação, me parece uma solução simplista, que não resolve o problema do Pará.

Todas estas questões são extremamente relevantes para o debate que deveria acontecer sobre o assunto. Entretanto, lamentavelmente o que se vê é uma apenas uma repetição do jeito tradicional de governar, onde as decisões são tomadas nos gabinetes e impostas inclusive ao Legislativo, quase sempre submisso ao Executivo. Se o Projeto de Lei for aprovado, restará a guerra judicial que certamente se iniciará em torno do assunto. Até quando o Pará vai continuar culpando as mineradoras pelo seu subdesenvolvimento?
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