ÚLTIMAS
Mostrando postagens com marcador Energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Energia. Mostrar todas as postagens

18 de jun. de 2014

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA É MAIS BARATO QUE CONSTRUIR GRANDES USINAS HIDRELÉTRICAS

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco) constatou que a eficiência energética é mais barata que qualquer outra fonte de geração energia, ao comparar com o custo da expansão da matriz energética.

Enquanto é possível “gerar” 1 megawatt-hora (MWh) a partir da eficiência por R$ 60, o mesmo 1 MWh gerado a partir de recursos hidráulicos custa R$ 120. Se comparado ao valor da implantação de projetos geração de energia elétrica, a eficiência energética tem um custo de R$900 mil para cada MW enquanto Belo Monte tem um custo de R$ 1,7 milhão. A partir de térmicas a carvão a diferença é ainda maior chegando a 400%.

“O custo da energia é fator determinante para a competitividade e desenvolvimento da indústria. E se levarmos em consideração que o preço da tarifa de energia elétrica já têm reajustes aprovados para 2014 para os consumidores industriais e comerciais bem acima da inflação - de 2012 a 2014 a inflação oficial está em cerca de 11%, enquanto os reajustes tarifários em 24% - reduzir o consumo torna-se imprescindível. Ainda mais que mesmo com a realização Leilão A-0 realizado no fim de abril, o preço das tarifas no mercado regulado para os próximos cinco anos ficará de 10 a 30% acima da inflação”, explica Rodrigo Aguiar, presidente da Abesco.

A crise do setor elétrico brasileiro tem atingido todos os segmentos, da geração à distribuição de energia. Enquanto durante o primeiro trimestre de 2014 o país batia recordes de consumo de energia elétrica, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) registrou um aumento de 6% em comparação ao mesmo período do ano passado, o Governo Federal se viu obrigado a aprovar a liberação de empréstimo no valor de R$ 11,2 bilhões às distribuidoras com o objetivo de cobrir os custos dessas empresas com a compra de energia mais cara, decorrente da exposição involuntária no mercado de curto prazo e do uso de energia térmica para suprir o aumento expressivo da demanda.

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que os atrasos dos projetos já homologados não contribuem para a melhoria do cenário. Mais de 30% da geração prevista para os próximos seis anos (42,5 mil MW) está comprometida.

Leia Mais...

3 de jun. de 2014

Itaituba teme futuro com 5 usinas na região

Do Estadão / Nas ruas esburacadas de Itaituba, quase sempre de terra batida, o esgoto corre dia e noite pelas canaletas cobertas de lodo e lixo. Água tratada não existe – na melhor das hipóteses, há uma fonte próxima da cidade onde as pessoas carregam galões de água para passar a semana. A saúde pública é precária e a segurança, deficiente. Com a infraestrutura abandonada, insuficiente para dar conta dos cerca de 100 mil habitantes, a população teme uma deterioração ainda maior com a chegada de grandes obras, em especial a construção do Complexo Hidrelétrico do Rio Tapajós.  

São cinco usinas estudadas na região, com capacidade para 12,5 mil megawatts (MW). A primeira será São Luiz do Tapajós, de 8.040 MW e que custará entre R$ 18 bilhões e R$ 25 bilhões. Depois virá Jatobá (2.338 MW), de R$ 5,1 bilhões. As demais estão em fase preliminar. Juntas, elas vão transformar a região num canteiro de obras, pelo menos por duas décadas.

Mas, ao contrário de cidades que receberam grandes empreendimentos, Itaituba não se comove com as cifras bilionárias. Há anos o sonho de desenvolvimento virou ilusão. Primeiro com o ciclo da borracha, seguido pelo garimpo e a abertura da lendária BR-230, mais conhecida como Transamazônica, que corta a cidade. O município colheu poucos benefícios e muito inchaço populacional – a última grande obra foi a orla do Tapajós, que virou uma das principais áreas de lazer da população, com restaurantes e quiosques.

Agora, com a iminência da construção de São Luiz do Tapajós, eles estão escaldados com a promessa de melhorias. A fama do caos das últimas construções, como as usinas do Rio Madeira e Belo Monte, também ajuda a aumentar a rejeição. “Vai acontecer aqui o mesmo que ocorreu em Tucuruí e Altamira. Não temos infraestrutura nem para os moradores que aqui estão. Imagina para mais 80 mil pessoas. Vai virar um caos”, diz o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itaituba (CDL), Davi de Oliveira Menezes, que vive na cidade desde os 10 anos.

Ele reclama dos levantamentos do Grupo de Estudos do Tapajós – formado pela Eletrobrás, Eletronorte, EDF, Camargo Corrêa, Cemig, Copel, GDF Suez, Endesa Brasil e Neoenergia –, que estariam fora da realidade. “Neste momento, ser contra ou a favor da hidrelétrica não importa. Queremos que as compensações e mitigações ocorram antes das obras da usina, antes que as pessoas comecem a chegar.”

No governo, a expectativa é leiloar São Luiz do Tapajós ainda este ano. Os estudos de viabilidade técnica e econômica já foram entregues para análise da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O próximo passo é concluir os Estudos de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).

“Estamos ansiosos para conhecer os estudos e verificar quais os impactos que o empreendimento trará para a região. Nossa preocupação é adotar medidas para mitigar os impactos ambientais que serão causados ao parque (Nacional da Amazônia)”, afirma o diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcelo Marcelino.

Pelos últimos dados, o reservatório da usina vai alagar 722 quilômetros quadrados (km²) – o equivalente a cerca de 66 mil campos de futebol. Antes de 2012, parte da represa atingia áreas de preservação ambiental. Mas, com uma medida provisória (MP 558, convertida em lei), a presidente Dilma Rousseff alterou os limites dos Parques Nacionais da Amazônia, dos Campos Amazônicos e Mapinguari, das Florestas Nacionais de Itaituba I, Itaituba II e do Crepori e da Área de Proteção Ambiental do Tapajós. Sem isso, nenhuma pesquisa poderia ter sido iniciada, diz Marcelino.

Segundo ele, ainda não se sabe que tipo de impacto a usina trará para a região, que ainda é pouco conhecida (o Tapajós não tem nenhuma barragem). “Mas ali é uma área de pedrais com uma fauna associada a isso. Como a vazão e a velocidade do rio vão mudar, essa biodiversidade pode se perder. Nosso objetivo é evitar esse prejuízo.”

Além disso, há aldeias indígenas no entorno de onde será construída São Luiz do Tapajós. O cacique Ikõ Biaptu, da Aldeia do Mangue, em Itaituba, está preocupado com uma comunidade que será alagada. Ele diz que não é contra o desenvolvimento, mas alerta: “Nossa lei maior é a lei da sobrevivência. Estamos preparados para tudo o que vier”.

Maioria resiste à mudança. 

De Itaituba até a Vila Pimental são 65 km pela Rodovia Transamazônica e uma interminável estrada de terra. Para superar o lamaçal, só mesmo caminhonetes potentes, com tração nas quatro rodas, motos ou cavalo. A viagem é demorada. São quase três horas para chegar à comunidade, localizada à beira do Rio Tapajós.


Ali, enquanto os filhos brincam tranquilos na águas esverdeadas do intocado Tapajós, os pais perdem o sossego com o que pode vir pela frente. A Vila Pimental será alagada pela Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós e, por enquanto, ninguém sabe o que vai acontecer com os moradores. Um dos líderes da comunidade, José Odair, mais conhecido com CAK, conta que o empreendimento já começou a causar conflito na vila.

Alguns poucos moradores, convencidos de que vão receber bem por suas residências, mudaram de lado e defendem a hidrelétrica. Mas a maioria não pode nem ouvir falar da usina, como Maria Bibiana da Silva, de 106 anos, que vive em Pimental desde criança. Conhecida como Gabriela por causa do pai Gabriel, ela não imagina viver em outro lugar. “Quero passar meus últimos anos aqui, lugar que toda vida foi bonito.”

Na Vila Pimental, as ruas são de terra e muitas casas de pau a pique. Quase toda comunidade sobrevive da pesca. O que dá dinheiro ali é a venda de peixes ornamentais, conta Edmilson Ribeiro Azevedo, neto de Gabriela. “Também vendemos peixe para comer, mas os peixes ornamentais rendem mais. Numa única venda pode-se ganhar uns R$ 30 mil.”

Apesar da dificuldade logística, da educação e da saúde precária, eles vivem bem na comunidade. “Aqui ninguém passa fome. Temos o Rio Tapajós, que é o nosso freezer. A terra é o nosso supermercado. É daí que tiramos nosso sustento.” A preocupação dos moradores é o que fazer se forem retirados dali. </p>

“O ribeirinho não está preparado para deixar a beira do rio e ir pra cidade. Ele está acostumado a pescar e plantar. Na cidade, não tem isso, tudo é comprado”, diz Eudeir Azevedo, de 22 anos. Bisneto de Gabriela, o jovem franzino tem um discurso cheio de argumentos contra as usinas do Tapajós. “Será que para o Brasil se desenvolver é necessário tanto impacto? Será que é necessário remover populações que estão há mais de 100 anos em suas comunidades?”

A maioria dos moradores de Pimental já avisou que não vai se dobrar facilmente aos desejos do governo federal.

“Estamos vivendo no que é nosso. Não pedimos para as hidrelétricas serem construídas”, diz Azevedo.

Leia Mais...

19 de mai. de 2014

Tapajós deverá ter leilão especial, informa EPE

O governo mantém a expectativa de licitar, ainda este ano, o projeto da hidrelétrica São Luiz do Tapajós. Segundo informou Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a ideia é preparar um leilão especial para esse empreendimento. O executivo participou nesta segunda-feira (19/5) do LETS, evento de infraestrutura realizado em São Paulo, promovido pela Fiesp.

O projeto de São Luiz do Tapajós prevê uma usina com 6.133 MW de potência, com 3.369MW médios de energia assegurada. Localizada no Rio Tapajós, no Pará, a hidrelétrica terá 33 turbinas do tipo Kaplan e reservatório de 722 quilômetros quadrados.

A área inundada pelo reservatório será de 330 quilômetros quadrados. O projeto será o primeiro no conceito de usina-plataforma, baseado no modelo de exploração de petróleo em alto-mar, com o objetivo de causar impacto mínimo no meio ambiente. Essas usinas seriam cercadas de floresta por todos os lados.

Além de São Luiz do Tapajós, a EPE espera levar à licitação neste ano a UHE Itaocara (145MW-RJ). Esta estava prevista para ser licitada ainda em 2013, porém foi retirada do último leilão A-5, realizado em dezembro. Itaocara já possui a licença ambiental. A ampliação da capacidade instalada da UHE Santo Antônio também está no radar da EPE.

Jornal da Energia
Crédito: Foto: Alberto Rocha/Fiesp
Leia Mais...

14 de mai. de 2014

MPF investiga estudos de impacto e planos ambientais de usinas hidrelétricas na Amazônia

O Ministério Público Federal (MPF) acompanha, com vários procedimentos, as consequências para os povos indígenas dos estudos de impacto e planos ambientais de usinas hidrelétricas que o governo brasileiro implanta nas bacias dos rios Xingu (Belo Monte), Teles Pires (Teles Pires, Sinop e São Manoel) e Tapajós (São Luiz do Tapajós e Jatobá). Em todos esses casos, problemas na realização dos estudos e deficiências graves nos planos ambientais provocaram severos danos aos povos indígenas.

No caso dos índios do médio Xingu, afetados pela usina de Belo Monte, estudos insuficientes deixaram de prever impactos que hoje se observam. É o caso dos índios Xikrin, do rio Bacajá, que foram completamente ignorados nos estudos. Apenas dois anos depois do licenciamento de Belo Monte é que foram realizados estudos de impacto sobre os Xikrin. Para surpresa do MPF, os estudos constataram poucos impactos e previram condicionantes insuficientes, o que deixa os indígenas completamente vulneráveis e sem perspectiva de compensação diante das alterações que já se observam em seu modo de vida.

Mesmo para os povos indígenas onde houve previsão de impactos, a realização do Plano Básico Ambiental (PBA) ficou comprometida pelo atraso do empreendedor Norte Energia S.A e, em 2011, diante de impactos iminentes, foi criado um Plano Emergencial em substituição aos programas do PBA. O Plano Emergencial deveria fortalecer a presença da Fundação Nacional do Índio (Funai), garantir a proteção das terras indígenas contra invasões e realizar ações de etnodesenvolvimento. Nada disso foi implementado. Os recursos foram desviados para uma política anômala em que os indígenas eram obrigados a negociar mercadorias nos balcões da empresa.

O repasse mensal de valores diretamente do empreendedor para as aldeias atingidas desorganizou completamente os modos de vida dos Araweté, Assurini, Juruna, Arara, Xikrin, Parakanã, Xipaya e Curuaya que deveriam ter sido protegidos. “Hoje, a não implementação das ações mitigatórias condicionantes da obra, somada às ações ilegais do empreendedor, gerou um cenário novo, em que os indígenas se aproximaram do núcleo urbano, perderam a capacidade de auto-subsistência e modificaram seus hábitos alimentares, com as terras absolutamente vulneráveis”, analisa a procuradora da República Thais Santi, que acompanha em Altamira a situação dos índios afetados por Belo Monte.

No rio Teles Pires, mil quilômetros distante de Altamira, a situação não é muito melhor. Atingidos pelas usinas Teles Pires (em construção) e São Manoel (em fase de Licença Prévia), índios Kayabi, Apiaká e Munduruku já sofrem as consequências das intervenções no rio e da presença de pesquisadores, engenheiros e operários em suas terras. Em recente visita à aldeia do Kururuzinho, procuradores da República do Pará e Mato Grosso, junto com a sub-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, receberam várias denúncias, inclusive contra ações dos pesquisadores contratados pelas usinas.

Na implantação do Plano Básico Ambiental Indígena para os Kayabi, os indígenas foram obrigados a constituir um conselho com dez representantes para tomar decisões relativas ao PBA, o que viola as tradições políticas deles, impondo maneira de organização própria dos não-índios. Além disso, os programas previstos no PBA não contemplam diversos impactos. Chamou atenção do MPF a existência de programas de educação ambiental e de comunicação e a ausência de compensações concretas por danos ambientais.

A política de assimilação, apesar de ultrapassada por convenções internacionais e pela própria Constituição brasileira, continua muito presente nas ações governamentais para a implantação de usinas hidrelétricas, alerta o procurador Felício Pontes Jr, de Belém, que esteve na aldeia do Kururuzinho. “Todas as nossas necessidades ficam para depois. Somem os peixes e o programa que eles trazem no PBA é monitoramento de peixes. Como isso vai resolver?”, perguntou Valdenir Munduruku, de uma das aldeias afetadas pelas usinas no Teles Pires. A sub-procuradora-geral da República Deborah Duprat informou que os PBAs do rio Teles Pires serão analisados pelo MPF.

Várias lideranças indígenas denunciaram ao MPF a empresa Documenta, de arqueologia, pela retirada de urnas funerárias Munduruku e Kayabi durante os estudos para as usinas. Os indígenas foram convidados a visitar o escritório da empresa em Alta Floresta e se surpreenderam com a existência de artefatos retirados de seus cemitérios ancestrais. O assunto já é objeto de investigação na Procuradoria da República em Santarém.

Em estágio menos avançado de licenciamento estão as usinas do rio Tapajós, Jatobá e São Luiz do Tapajós, em Jacareacanga e Itaituba no Pará. Como em todas as outras usinas, não foi realizada a Consulta Prévia, Livre e Informada nos moldes do que determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. Para realizar os estudos de impacto ambiental, o governo federal, em vez de consulta, enviou tropas da Força Nacional para a região em 2012, causando grande revolta nos índios Munduruku. Foram realizados poucos meses de levantamento de campo, um forte indício de que os estudos mais uma vez podem subdimensionar impactos.

No último mês de fevereiro chegaram à região de Itatuba pesquisadores contratados para fazer o componente indígena dos estudos. Até agora apenas pesquisas sobre os meios físico e biótico foram realizadas. Com a tensão existente entre indígenas e governo, os pesquisadores não tiveram até agora permissão para entrar na Terra Indígena Munduruku. Uma investigação sobre os estudos indígenas das usinas do Tapajós já foi iniciada, em Belém.
Leia Mais...

Usinas do Tapajós: segundo seminário é marcado para 20 de maio

O Grupo de Estudos Tapajós, coordenado pela Eletrobras marcou para o dia 20 de maio, em Itaituba, o segundo seminário técnico de apresentação do Sumário da Avaliação Ambiental Integrada (AAI). Segundo o grupo, o objetivo é ampliar o debate e refinar as contribuições das comunidades da bacia do rio Tapajós.

A decisão ocorreu em comum acordo com os cerca de 200 participantes do primeiro seminário técnico, que ocorreu no último dia 6 de maio, na mesma cidade, no auditório do Instituto Federal do Pará (IFPA). “O interesse despertado pelos estudos é grande, então propomos continuar com este rico debate para recolher todas as contribuições possíveis”, explicou o superintendente de Geração da Eletrobras, Sidney Lago, que representou o Grupo de Estudos Tapajós.

Participaram do encontro os prefeitos de Itaituba, Eliene Nunes, de Jacareacanga, Rauliem Queiroz, e de Trairão, Danilo Miranda, além de vereadores e secretários municipais dos seis municípios do Consórcio Tapajós (Itaituba, Jacareacanga, Trairão, Novo Progresso, Aveiro e Rurópolis), organizações da sociedade civil, professores, estudantes de escolas técnicas e universidades, organizações não governamentais e movimentos sociais como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

“Toda a nossa região tem interesse em participar diretamente deste momento de debates. Nós queremos hidrelétricas sim, mas com desenvolvimento sustentável do Tapajós”, destacou a prefeita Eliene Nunes.

A apresentação foi feita por representantes da empresa Ecology Brasil, contratada pelo grupo para realizar a AAI. Antes da apresentação, Sidney Lago explicou as fases de um processo de licenciamento ambiental de hidrelétricas e esclareceu que a AAI é uma etapa de complementação ao inventário e anterior ao licenciamento.

“Quando fizemos o inventário, a AAI não era requisitada. Ao começarmos o licenciamento de São Luiz do Tapajós, resolvemos complementar os estudos com esse importante instrumento de planejamento multissetorial”, explicou Sidney.

Após as apresentações, os participantes puderam fazer considerações, tirar dúvidas e entregar contribuições para aprimorar o documento. Há também um endereço de e-mail disponível para o recebimento dessas contribuições até o dia 6 de junho: gg@eletrobras.com.

Crédito: Brasil Águas
Leia Mais...

15 de abr. de 2014

Mais um passo para hidrelétricas no Tapajós

O Grupo de Estudos Tapajós, coordenado pela Eletrobras, tornou público para todos os interessados o Sumário Executivo da Avaliação Ambiental Integrada (AAI) da bacia do rio Tapajós. O documento também será apresentado ao público da região em seminário a ser realizado na cidade de Itaituba, no dia 29 de abril.

O intuito é de integrar o planejamento hidroenergético ao contexto de desenvolvimento e conservação ambiental da bacia, apoiada em estudos técnicos para diagnóstico socioambiental e as interações este e os potenciais impactos ambientais da implantação dos empreendimentos previstos para os cenários futuros – entre 10 e 20 anos.

A avaliação é parte do inventário hidrelétrico de bacia hidrográfica e segue a metodologia, critérios e procedimentos preconizados no Manual de Inventário de Bacias Hidrográficas (MME, 2007)
Leia Mais...

24 de mar. de 2014

Especialista critica mudança em Belo Monte

 As alterações realizadas no projeto da usina de Belo Monte para redução da área de alagamento foram, do ponto de visto econômico, incorretas, segundo avaliação do professor do núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará, Claudio Szlafsztein. "Do ponto de vista econômico, do ponto de vista da geração de energia elétrica, a decisão (de alterar o projeto) é incorreta", afirmou o especialista.

Segundo Szlafsztein, a atitude do governo foi economicamente equivocada porque a redução da área para armazenamento de água nas reservas da hidrelétrica atrela a capacidade da produção de energia elétrica a um ciclo hidrológico comum, o que não contempla grandes alterações climáticas, como a enfrentada neste ano. A alteração do projeto foi resultado da pressão de organizações nacionais e internacionais de proteção ambiental que reivindicaram a maior preservação da mata na área onde Belo Monte está sendo construída.


"A grande crítica à concentração da matriz energética em projetos hidrológicos é que o País fica justamente muito sujeito aos riscos de futuras alterações climáticas", considerou a analista do Ministério de Meio Ambiente, Mariana Egler. Os dois especialistas participaram do Fórum Água, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Agência Estado
Leia Mais...

18 de mar. de 2014

Belo Monte não preparou cidades para impactos de hidrelétrica

Pela terceira vez, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) avaliou que as condicionantes antecipatórias de mitigação e compensação dos impactos socioambientais da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), não foram executadas dentro do prazo pela Norte Energia, empresa responsável pela construção da usina.

A última análise do órgão federal, disponibilizada em janeiro último, não aponta qualquer garantia de operação do saneamento básico das cidades afetadas e a responsabilidade da conexão do sistema com os domicílios ainda não foi definida. As obras de saúde e educação continuam consideradas como não atendidas pelo Ibama. E lamentavelmente as condicionantes indígenas mais uma vez ficaram excluídas das análises.

Belo Monte encontra-se numa fase crucial. O cronograma da empresa para o BNDES prevê o pedido de licença para início da operação no mês de julho deste ano. Desde o início da construção da usina, há três anos, todas as avaliações do Ibama apontam que a Norte Energia fracassou na implementação das “medidas antecipatórias”, aquelas que deveriam preparar a região para receber o empreendimento.

As conclusões estão em uma nota técnica produzida pela equipe do Instituto Socioambiuental (ISA) que monitora as obrigações de responsabilidade do empreendedor e do poder público relacionadas ao empreendimento. A nota baseia-se nos pareceres técnicos do Ibama e em respostas a pedidos de informação apresentados pelo ISA aos diferentes órgãos públicos envolvidos por meio do Sistema de Informação ao Cidadão (SIC). Leia a nota técnica na íntegra

As avaliações e recomendações dos analistas ambientais do Ibama que acompanham mais detalhadamente o empreendimento foram em grande parte desconsideradas pela Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama (Dilic). Diversas recomendações de notificação ou sanção, assim como diversas avaliações de atrasos e descumprimentos de procedimentos e padrões ambientais, foram descartadas pela Dilic.

Contradições

A nota do ISA apresenta o despacho da Dilic e o ofício da presidência da autarquia encaminhadas à Norte Energia no dia 14/2. A manifestação da presidência do Ibama deixa de mencionar os atrasos e descumprimentos apontados pelos analistas ambientais que acompanham diretamente o caso.

As inadimplências relacionadas à saúde, ao saneamento básico das localidades urbanas, à não finalização do cadastro de atingidos na área urbana de Altamira e à inadequada destinação da madeira são apresentadas como irregularidades graves pelos técnicos. Mesmo assim não houve um encaminhamento de cobrança, nem sequer de notificações quanto a essas questões pela diretoria do órgão federal.

O documento apenas notifica a empresa a respeito de três pontos: quanto ao atraso no saneamento básico de três pequenas comunidades rurais da Volta Grande do Xingu; a recomposição da estrutura viária interrompida pela construção do canal e dos reservatório da usina; e a construção de duas estradas de acesso aos canteiros, bloqueadas expressamente pela licença de instalação

A nota do ISA traz um placar geral sobre a análise do Ibama a respeito do quarto relatório da Norte Energia para acompanhamento das condicionantes socioambientais do licenciamento de Belo Monte, que se constitui em um rol de 23 exigências.

Em sua última avaliação, o Ibama reconhece uma melhora em relação à situação de atendimento das condicionantes desde a análise anterior, em maio de 2013. No entanto, quando se vai além do panorama geral de atendimento das condicionantes, analisando-se separadamente condicionantes relevantes para a viabilidade socioambiental da obra, constata-se que não ocorreu a mesma evolução. Ao contrário, o descumprimento das condicionantes é reincidente desde 2011.

Para o Ibama, a Norte Energia atendeu plenamente apenas condicionantes relativas à entrega de relatórios e monitoramento de dados.

Saneamento Básico

Para garantir a qualidade da água do reservatório da usina, o Ibama exigiu entre as condicionantes da licença de instalação da obra a implementação de sistema de esgoto nas cinco cidades localizadas no seu entorno. Em Altamira, as obras começaram com dois anos de atraso. Porém, não há nenhuma previsão de ligação domiciliar do sistema de tratamento de esgoto às residências. Atualmente, todo o esgoto da região é despejado no Rio Xingu.

“A empresa estadual de saneamento já disse que não pode entrar na casa das pessoas para fazer a ligação, a Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará) está falida e a prefeitura não tem condições de arcar com este custo”, disse o secretário de obras de Altamira, Rainério Meireles.

O secretário defende que o custo das ligações domiciliares seja arcado pela Norte Energia, já que o compromisso no licenciamento diz respeito a “implementação intermitente”, ou seja implementação total e no prazo estabelecido. Ele afirma que prefeitura, empresa e Ibama estiveram reunidos em fevereiro para discutir a questão, mas o encontro acabou sem propostas de solução. Meireles diz estar preocupado com o cronograma de implantação. “As obras na região central ainda nem começaram. São 60 mil residências para fazer a ligação domiciliar, isso levaria pelo menos um ano”, diz. As contas do secretário não batem com o cronograma da empresa. A Norte Energia afirma que irá entregar o sistema dentro do prazo previsto, julho de 2014.

A nota técnica do ISA alerta que nas cidades de Belo Monte e Belo Monte do Pontal o saneamento foi construído, mas também não se realizou nenhuma conexão com as casas e não há qualquer previsão do início da operação.

O Ibama ressaltou que “a operação dos sistemas de esgotamento implantados depende das ligações domiciliares e das adequações sanitárias nas residências das duas localidades”. Motivo que levou o órgão a classificar a condicionante de saneamento básico como não atendida.

“As ligações residenciais devem ser tratadas da mesma forma que todo o restante do sistema de esgotamento, ou seja, como responsabilidade da Norte Energia”, afirma a advogada do ISA, Biviany Rojas.

Incerteza sobre atingidos

Parte da cidade de Altamira será alagada por conta da formação do reservatório da usina e cerca de 7 mil famílias que vivem nas margens dos igarapés ao redor da cidade serão obrigadas a abandonar suas casas. O Ibama vem verificando problemas na primeira etapa do reassentamento dessas famílias.

Os analistas do Ibama criticam a demora na conclusão do Cadastro Socioeconômico (CSE) e no acesso a informação dos cadastros por parte dos atingidos, que até dezembro do ano passado não havia sido concluído.

Apesar disso, a Norte Energia está solicitando adiantamento do prazo de demolição e limpeza das habitações nas áreas urbanas dos igarapés de Altamira para julho de 2014. A limpeza das áreas implica a expulsão imediata das famílias do local a ser inundado.

Caso o pedido de adiantamento do trabalho de limpeza das áreas urbanas que serão alagadas seja concedido pelo Ibama, sem que as etapas anteriores do processo estejam concluídas, estarão em risco a garantia do direito à liberdade de escolha pelas formas de indenização e do direito à moradia digna. Segundo o Ibama, o prazo máximo para terminar o cadastro é setembro de 2014.

“Em Belo Monte falta transparência em todo o processo, desde a fiscalização do poder público à inexistência de espaços assistidos para solução dos casos de conflito. Estes fatores fundamentais para assegurar direitos e justiça estão sendo desrespeitados”, afirma André Vilas Boas, secretário executivo do ISA.

Saúde

Toda a região mantém a mesma infraestrutura de hospitais municipais de antes do início da construção da usina, em 2011. Em Altamira, apenas o Hospital Municipal São Rafael trabalha em regime de “portas abertas”, quando recebe pacientes sem encaminhamentos para áreas específicas. Boa parte das emergências da cidade, com cerca de 140 mil habitantes, é encaminhada ao São Rafael.

A construção do Hospital Geral de Altamira é a principal compensação na área de saúde pelo inchaço populacional na cidade. A obra está atrasada e a data de conclusão foi alterada de fevereiro para junho de 2014.

O secretário de Saúde do município, Waldeci Maia, reclama que boa parte da demanda dos hospitais é para atender os trabalhadores da usina e seus agregados, estimados em 25 mil. “Eu tenho que fazer malabarismo com o orçamento de R$ 45 milhões. Metade é somente em folha de pagamento do hospital que não dá conta de atender as emergências. Eu sei que não dá conta”.

O Ibama confirma as reclamações do secretário e atribui um outro problema à sobrecarga no hospital São Rafael. O Hospital da Vila dos Trabalhadores ainda não foi concluído, apesar de ter sido previsto para setembro de 2013.

“Em vistoria, o Ibama foi informado pela diretora do Hospital São Rafael que existe grande demanda naquele hospital por parte de funcionários do CCBM”, indica o último parecer do Ibama.

Os trabalhadores do Consórcio continuam pressionando a demanda sobre o sistema público de saúde. No parecer de maio de 2013, o Ibama solicitou à Norte Energia priorizar a implantação do módulo de emergência do hospital dos trabalhadores, mas a empresa não concluiu as obras no prazo estipulado. O Hospital de Vitória do Xingu, cidade que abriga o principal canteiro de obras da usina, não tem sequer projeto executivo.

Apesar do cenário caótico, a Norte Energia afirma em relatórios ao órgão fiscalizador que a construção de 27 Unidades Básica de Saúde já seria suficiente para atender a demanda da região. O Ibama não indicou qualquer notificação ou multa pela inadimplência nas condicionantes de saúde.
Leia Mais...

17 de mar. de 2014

Pesquisa da Universidade de Oxford questiona viabilidade de grandes hidrelétricas

Obras de Belo Monte- Foto: Mario Tama/Getty Images)
Quando a usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, foi leiloada em 2008, o investimento previsto para a construção do projeto era de R$ 9 bilhões. Pouco depois do leilão, a empresa vencedora da concessão, a Energia Sustentável do Brasil, anunciou uma mudança no local do projeto que faria com que a usina custasse menos e produzisse mais energia. Não foi o que aconteceu. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a usina está custando quase o dobro do inicialmente previsto, R$ 17,4 bilhões, e conta com atraso de mais de um ano. Jirau não está sozinha. Um estudo publicado nesta segunda-feira (10) mostra que grandes usinas hidrelétricas estouram o orçamento e atrasam em todo o mundo, o que faz os pesquisadores questionar: vale a pena, do ponto de vista econômico, construir grandes barragens?

Para um dos autores do estudo, Bent Flyvbjerg, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, há fortes evidências de que as grandes hidrelétricas não são economicamente sustentáveis. O estudo publicado na revista científica Energy Policy analisou 245 megabarragens, construídas em 65 países entre 1934 e 2007. Eles descobriram que 90% das usinas ficaram mais caras do que o orçamento inicial. Em média, as usinas atrasam cerca de dois anos e terminam custando 96% a mais. Separando apenas as hidrelétricas brasileiras, o aumento de custo é ainda maior: 101%. "Se esse valor fosse considerado no planejamento inicial, esses grande projetos seriam quase sempre considerados inviáveis economicamente", diz Flyvbjerg.

Segundo o pesquisador, atrasos e aumento de custos em obras de infraestrutura são comuns. Mas esses problemas são muito maiores em hidrelétricas do que em outros projetos. Estradas, por exemplo, têm aumento médio de cerca de 20%, e ferrovias, 30%. "Só há dois tipos de projetos que estouram mais o orçamento do que grandes hidrelétricas: infraestutura de tecnologia de informação e os Jogos Olímpicos."

Por que as hidelétricas terminam custando tão mais caro? Segundo outro autor do estudo, o pesquisador Atif Ansar, também da Universidade de Oxford, isso ocorre porque os valores dos projetos são subestimados durante as etapas de planejamento e nos estudos de viabilidade. Ele identifica algumas causas. Uma delas é a questão técnica. "As hidrelétricas exigem um tipo muito específico de construção, e a geologia do local pode se tornar um problema, aumentando os riscos". Em países em desenvolvimento, a dependência de maquinário importado também costuma aumentar os custos.

Mas problemas técnicos apenas não explicam o problema. Entre as causas, há também casos de distorção nos projetos iniciais, quando técnicos deliberadamente apresentam custos melhores para conseguir a aprovação política do projeto, e um componente psicológico: estudos de viabilidade tendem a assumir posições otimistas. "Estudos em psicologia mostram que seres humanos são naturalmente otimistas em relação a tempo e custo, seja no caso de fazer compras no mercado ou planejar as férias, seja ao projetar grandes obras de infraestrutura."

O ponto que mais impressiona no estudo da Oxford é que os mesmos erros vêm se repetindo sempre. A pesquisa encontrou os mesmos problemas de atrasos e valores subestimados que ocorriam nas décadas de 1930 ou 1940 em obras dos anos 2000. "Não há evidência de que as estimativas tenham melhorado durante o tempo. Não há aprendizado em relação aos erros do passado", diz o estudo. Obras como a usina de Estreito, no Maranhão, que custou sete vezes mais, ou a hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, com aumento de 240% nos custos, não parecem servir de exemplo para evitar problemas nas obras mais recentes, como Jirau ou Belo Monte.

Maior projeto de energia atualmente no país, a usina de Belo Monte, no Pará, chama a atenção dos pesquisadores pelos riscos envolvidos. Há a possibilidade de a usina ser simplesmente cara demais para valer a pena. Belo Monte tinha custo avaliado em R$ 19 bilhões. Quando foi leiloada, em 2010, a empresa Norte Energia pediu financiamento de R$ 26 bilhões. A expectativa é de que o projeto fique ainda mais caro, já que há condicionantes sociais e ambientais impostas pelo Ibama.

Apesar dos resultados, os pesquisadores dizem que não são contra a energia hidrelétrica. O estudo apresenta uma série de medidas que pode ajudar na administração de projetos e evitar grande aumento de custos, com mais monitoramento e transparência nas obras, e sugere alocar recursos para energia em projetos menores e de construção mais rápida, como as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Para os projetos em andamento, como Belo Monte e Jirau, os pesquisadores não são tão otimistas. "Uma vez que o projeto já está em andamento, a única coisa a fazer é tentar contratar os melhores administradores do mundo para tentar minimizar o prejuízo", diz Flyvbjerg.

A reportagem procurou a assessoria da usina de Jirau para confirmar o aumento de custo noticiado pelo Estado, mas a  empresa Energia Sustentável do Brasil preferiu não se pronunciar.

(Revista Época)
Leia Mais...

15 de mar. de 2014

Governador de Minas vai à China para defender presença de fornecedores de MG na construção de Linha de Transmissão de Belo Monte, no Pará

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, visitou nesta segunda-feira (10/03), primeiro dia de compromissos em Pequim, capital da China, a State Grid Corporation of China (SGCC), instituição chinesa de geração e transmissão de energia elétrica, considerada a maior empresa de serviços públicos do mundo. A empresa está presente em dezenas de países e também no Brasil, ao arrematar, em fevereiro, uma das linhas de transmissão da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Para o governador Anastasia, que se reuniu com o vice-presidente da State Grid, Du Zhigang, essa poderá ser uma importante parceira de Minas Gerais. O Estado irá apresentar uma boa cadeia mineira de fornecedores para a atuação da empresa na área energética, além da possível parceria na exploração de gás. "Minas Gerais, por tradição e pela presença da Cemig, tem um grande número de empresas altamente qualificadas para o fornecimento de material elétrico para aquelas que atuam no setor, além das melhores universidades federais e estaduais nessa área. Desse modo, as empresas brasileiras e mineiras podem ser fornecedoras dos materiais necessários para que a State Grid instale as linhas de transmissão, seus equipamentos e suas operações no Brasil. O grande objetivo, portanto, é aproximar as empresas fornecedoras mineiras da State Grid", disse.

Para o vice-presidente da State Grid, Du Zhigang, a instituição tem total interesse na cooperação com Minas Gerais e com a Cemig. "Já temos U$ 3,3 bilhões aplicados no Brasil, sobretudo no Sudeste. O contrato de Belo Monte será assinado no fim deste mês. Nosso desenvolvimento no Brasil é de longo prazo. Já adquirimos um prédio no Rio de Janeiro de sete andares e temos mais projetos. Estamos prontos para realizar parcerias com outras empresas para construção de linhas de transmissão de energia", explicou.

Principais projetos - Os executivos da State Grid apresentaram à comitiva mineira vários projetos de investimentos da empresa, que se preocupa em buscar o equilíbrio entre geração e distribuição de energia. A comitiva também conheceu a sala de controle de situações da empresa, que é capaz de identificar problemas e instabilidade na rede de forma rápida e eficiente.

A State Grid tem US$ 410 bilhões em ativos e sua receita é de US$ 330 bilhões. Nos últimos dez anos, os investimentos da empresa foram de US$ 380 bilhões, sendo o investimento anual médio de US$ 50 bilhões. A instituição foi fundada em 2002, pelo Conselho de Estado Chinês, como uma empresa estatal piloto. Está presente em 88% do território nacional, atendendo uma população 1,1 bilhão de habitantes. Mantém, ainda, negócios em 26 províncias chinesas. Somente na China, a empresa tem 5.336 subestações e 764 mil quilômetros de linhas de transmissão.
Leia Mais...

17 de fev. de 2014

Prefeito de Jacareacanga recebe Diálogo Tapajós

O prefeito de Jacareacanga, Raulien Queiroz, e o secretário de administração Roberto Strapasson, reuniram-se com o diretor geral do Diálogo Tapajós, Helvio Nicolau Moisés e o coordenador de campo Gil Rodrigues, a fim de estreitar as relações entre a prefeitura e o Grupo responsável pela comunicação social na região do Tapajós. A reunião ocorreu na segunda-feira, 10 de fevereiro.

O Diálogo Tapajós atua na região desde julho de 2012, contratado pelo Grupo de Estudos Tapajós para realizar a comunicação social com os moradores das cidades consideradas inicialmente como afetadas pela eventual construção das hidrelétricas de São Luiz do Tapajós e Jatobá e Jacareacanga estaria inicialmente na área de influência da usina de Jatobá.

Para Moisés, o Diálogo Tapajós é um instrumento de informação que tem a missão de proporcionar consistência para que as comunidades impactadas pelo empreendimento hidrelétrico Jatobá possam tomar suas decisões. “Nosso objetivo é dirimir as dúvidas, respondendo aos questionamentos das comunidades que poderão ser direta ou indiretamente impactadas pela Usina Hidrelétrica Jatobá, sem, no entanto, nos envolvermos em questões políticas locais“, argumentou.

Já o prefeito Raulien Queiroz ressaltou que essa primeira conversa entre a diretoria do Diálogo Tapajós com a gestão pública municipal é uma forma de buscar uma maior aproximação entre a empresa de comunicação e a prefeitura local. “É importante unirmos forças e termos realmente um diálogo aberto entre comunidade, empresa e prefeitura e não misturar questões políticas partidárias na produção de um estudo tão importante que o Diálogo vem fazendo em nosso município”, disse, acrescentando que a prefeitura de Jacareacanga está à disposição para colaborar com informações e estreitar mais esse relacionamento.
Leia Mais...

Governo quer leiloar hidrelétrica no Tapajós este ano

Mesmo com a dificuldade recente para a emissão de licenças ambientais para hidrelétricas, o governo federal pretende oferecer um cardápio de nove usinas do tipo nos leilões de energia deste ano. Os projetos somam pouco mais de 8,5 mil megawatts (MW) de capacidade instalada, volume superior ao da hidrelétrica de Tucuruí, de 8,370 mil MW, a segunda maior do país.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, admite que pode não ser possível licitar todas essas usinas em 2014. Pela regra, os empreendimento só podem participar do leilão se tiverem a licença ambiental prévia emitida anteriormente.

"Este ano, em termos de hidrelétricas, estamos fazendo um cardápio grande. É claro que a gente não acha que vai conseguir colocar todas elas no leilão, mas existe alguma perspectiva para essas usinas", disse Tolmasquim ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor.

Em 2013, o governo conseguiu licitar apenas duas novas hidrelétricas: São Manoel (700 MW) e Sinop (400 MW), ambas no rio Teles Pires (MT). Das novas hidrelétricas, apenas uma já possui a licença. É a usina de Itaocara, de 145 MW, no Rio. A concessão da usina foi devolvida à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pela Light e Cemig, porque a licença ambiental de instalação foi emitida apenas dez anos depois do início da concessão. Com isso, o período para a arrecadação de receita com a hidrelétrica foi reduzido bruscamente.

O projeto que tem concentrado o maior esforço do governo é o da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no rio Tapajós (PA). A configuração atual do empreendimento prevê capacidade instalada de 7,61 mil MW, o que o coloca entre as maiores usinas do país. "Ganhou uma certa velocidade a possibilidade de ser leiloada este ano. É a grande prioridade do setor", disse Tolmasquim.

Devido ao porte da usina, a ideia do governo é fazer um leilão específico para São Luiz do Tapajós. Já as outras usinas devem ser incluídas em um mesmo leilão, do tipo A-5, que negocia contratos com início de fornecimento dentro de cinco anos. Os dois leilões devem ocorrer apenas no segundo semestre.

Entre as outras usinas que o governo pretende oferecer, cinco estão localizadas no Paraná, sendo quatro na bacia do rio Piquiri. No Sudeste e Centro-Oeste, o governo pretende leiloar a usina de Davinópolis, entre Minas Gerais e Goiás. E, no Norte e Nordeste, o governo tentará novamente ofertar a usina de Ribeiro Gonçalves, de 113 MW, no rio Parnaíba (PI-MA). O projeto já foi a leilão em 2012, mas não atraiu o interesse dos investidores.

Além das nove hidrelétricas, o presidente da EPE informou ainda que está prevista a inclusão da expansão da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), nos leilões deste ano. A expectativa é que essa expansão proporcione mais 439 MW de potência ao sistema. A usina, que ainda está em construção, foi projetada inicialmente para gerar 3.150 MW.

O consórcio Santo Antônio Energia, dono da hidrelétrica, é formado por Odebrecht, Furnas, Cemig, Andrade Gutierrez e Cai xa FIP Amazônia Energia. Procurado pelo Valor, o consórcio não informou quantas máquinas já estão em operação, nem a capacidade do projeto até o momento.

O presidente também confirmou que está em estudo a possibilidade de realizar um leilão específico para a energia solar este ano. O tema está sendo avaliado pela EPE. Alguns projetos do tipo participaram dos leilões de energia de 2013, porém não arremataram contratos por terem preço de energia mais caro que o dos demais concorrentes, principalmente os parques eólicos.

Com relação às eólicas, Tolmasquim afirmou que duas estações de conexão ao sistema, construídas pela Chesf no Nordeste, entrarão em operação em fevereiro. As unidades permitirão a viabilização de mais de 600 MW de potência de usinas eólicas na região, que já estavam prontas mas não tinham como escoar energia para o sistema.

Fonte: Valor Econômico/Rodrigo Polito | Do Rio

Leia Mais...

27 de set. de 2013

A Celpa e as privatizações: o apagão do Estado

Com a derrocada da Celpa, não são poucos os que questionam a privatização da companhia, realizada no governo tucano na década de 90. Com a iminência de ir à falência, a empresa vem sendo criticada pela má qualidade dos serviços prestados e muitos já defendem uma reestatização da companhia. Seria a melhor solução? Quem não se lembra da velha Celpa estatal?

Ora, é muito fácil ter a dimensão do que seria a Celpa estatal hoje. Basta olharmos para a moribunda Cosanpa, empresa responsável pelo fornecimento de água no Estado e que continua estatal. O abastecimento no Pará é uma tragédia e a maioria dos municípios não são sequer atendidos. Se a distribuição de energia é ruim, a de água é péssima ou quase inexistente. Os investimentos da Cosanpa são pífios e não acompanham o crescimento populacional.

Numa época que até mesmo o PT – antes radicalmente contra as privatizações – aderiu à diminuição do Estado em alguns setores, como rodovias, aeroportos, portos, etc, cumpre indagar se o Estado teria a competência e a seriedade necessárias para administrar uma empresa do porte da Celpa. Parece-me que não, uma vez que os simples papeis regulatório e fiscalizatório foram exercidos com tamanha inapetência que levaram a Celpa à situação atual.

A questão envolvendo a Celpa parece ser muito mais complexa do que uma disputa ideológica. Diz respeito à governança corporativa, ou ainda à incapacidade dos gestores de fazerem a companhia gerar resultados. Diz também , e muito mais, à incapacidade do Estado de acompanhar e fiscalizar a gestão da empresa. Não adianta somente privatizar. No caso da prestação de um serviço tão essencial, é muito importante o papel do Estado como agente regulador e fiscalizador.

O governo paraense entregou a Celpa ao setor privado, o que a meu ver não foi um erro. Todos os municípios paraenses são abastecidos com energia elétrica. Investimentos foram realizados. Mas o governo não acompanhou o setor nem fiscalizou a empresa adequadamente, permitindo, por exemplo, o envio de recursos da Celpa para outras empresas do Grupo Rede. O resultado foi a perda da capacidade de investimentos e até mesmo de assumir os compromissos com credores.

Vendida por um real, a Celpa ainda tem salvação? Acredito que sim, desde que possua uma gestão mais profissional, invista em infraestrutura para ampliar o atendimento e consiga recursos para cumprir seus compromissos. E principalmente, que não seja sangrada pelos seus controladores, como foi no passado. Mas para isso, é necessário que o Estado assuma o seu papel de fiscalizador e não se comporte mais como apenas um mero espectador do teatro de absurdos praticados pela companhia.
Leia Mais...

28 de out. de 2012

O Brasil e a energia limpa


Paulo Leandro Leal

No momento em que assistimos a uma grande campanha internacional para tentar impedir a construção de usinas hidrelétricas no Brasil, somos informados de que nosso País não aparece na lista dos dez países com matriz energética mais poluidora do planeta. É o que aponta um atlas da poluição mundial divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O mapa usa dados da agência norte-americana especializada em análise energética (EIA). A grandeza de cada país é representada de acordo com as emissões de gás carbônico produzidas pela geração de energia, e não por seu tamanho real no mapa. China (com 7.711 milhões de toneladas), Estados Unidos (5.425 milhões de toneladas) e Índia (1.602 milhões de toneladas), lideram o ranking de maiores poluidores do planeta.

O estudo aponta que o Brasil, com 420 milhões de toneladas, é apenas o 14º na lista geral, ficando atrás de todos os países emergentes ou em desenvolvimento. Se considerarmos o tamanho da nossa economia, a vantagem sobre os outros países é ainda maior. Caminhamos para ser a quinta economia do mundo e mantemos uma matriz energética com baixo índice de emissão de gases causadores do efeito estufa e mudanças climáticas.

Diante de tal comprovação, cabe então a pergunta: porque tantas organizações internacionais se uniram em uma campanha bilionária contra a construção de novas usinas hidrelétricas no Brasil? Vale informar que por ter deixado de investir pesado na construção de novas usinas nas últimas décadas, o Brasil hoje é obrigado a usar um grande número de usinas tocadas a diesel ou carvão, altamente poluidoras.

É fácil aderir ao discurso influente e afirmar que as usinas hidrelétricas são um desastre ambiental, desrespeitam direitos de populações tradicionais e são desnecessárias, enquanto o Brasil aumenta a participação de fontes sujas na sua matriz energética. Tudo isso considerando que não aproveitamos ainda nem a metade do nosso potencial hidrelétrico. Só nos resta pensar que existe um grande complô internacional contra o Brasil.
Leia Mais...

23 de out. de 2012

Eletrobras: hidrelétricas são prioridades na Amazônia


Da Agência Estado

A Eletrobras não irá abrir mão da produção hidrelétrica na Amazônia como fonte prioritária de geração de energia, afirmou o diretor de Geração da estatal, Valter Cardeal. Em palestra durante a abertura do XIV Congresso Brasileiro de Energia, a fala do executivo foi típica de um membro do governo, planejador do desenvolvimento econômico a partir da geração energia. Neste sentido, citou dois modelos de exploração dos rios da Amazônia: um que terá como prioridade a produção de riqueza e emprego na região onde são instaladas as usinas e outro que irá privilegiar a preservação do meio ambiente na geração de energia necessária ao desenvolvimento econômico.

Como exemplo de geração hidrelétrica na Amazônia, Cardeal citou a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, na área de abrangência do município de Altamira, que, em sua opinião, será diretamente beneficiado com a operação do empreendimento. "A usina é um laboratório vivo do desenvolvimento e conhecimento. Em Belo Monte, faremos o maior centro de pesquisa da América Latina em biodiversidade", afirmou.

Já o complexo de usinas que será construído no Rio Tapajós, também na região amazônica, foi mencionado pelo diretor da Eletrobras como exemplo de projeto que irá priorizar a preservação ambiental. O complexo de Tapajós prevê a instalação de usinas-plataforma, com baixo nível de alagamento da área no entorno.

Cardeal disse ainda que o financiamento para a hidrelétrica de Belo Monte pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá sair até dezembro. O executivo negou que a liberação do financiamento esteja atrasada. "É um financiamento de grande volume. Não é fácil mesmo liberar. Mas não há atraso, faz parte do processo a demora", disse.

Ao sair da palestra, o executivo seguiu para a sede do BNDES, onde disse que trataria do financiamento. O diretor da Eletrobras afirmou que a demora não é fruto de qualquer problema de documentos ou apresentação de garantias financeiras. "O que há são muitos players", argumentou Cardeal, ressaltando que o banco exige informações de todos os acionistas da usina.
Leia Mais...

16 de mai. de 2012

Comunidades isoladas são atendidas com energia

Depois de levar energia elétrica a quase 12 milhões de pessoas que vivem em áreas rurais, o Programa Luz para Todos enfrenta agora sua fase mais complexa, que é atender a cerca de 30 mil comunidades isoladas, localizadas principalmente na Região Norte do país. Para chegar a locais onde não há possibilidade de fazer ligações elétricas convencionais, o Ministério de Minas e Energia está investindo em energias alternativas, especialmente a solar.

O sistema já funciona em comunidades do Amazonas, nos municípios de Novo Airão, Eirunepé, Beruri, Barcelos, Autazes e Maués, atendendo a 222 residências, com investimento total de R$ 5,5 milhões. “Hoje estamos com a parte mais difícil do programa, principalmente porque as pessoas estão muito dispersas, especialmente na Região Norte, então é muito difícil atender”, explicou à Agência Brasil o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner.

Para ele, atender às localidades isoladas com energia solar é mais vantajoso financeiramente do que fazer a ligação por extensão de rede, que exige a instalação de postes e linhas de transmissão em áreas muito afastadas. “A gente usa o que for mais em conta, não vamos utilizar a opção de energia mais cara. Se busca sempre fazer a forma mais econômica, dentro de um padrão de qualidade”.

De acordo com o coordenador da campanha Clima e Energia do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo, o uso de energias renováveis pode ser uma boa solução para que o Luz para Todos possa atingir suas metas. “Por mais que o programa já tenha atendido bastante gente, ainda há uma porcentagem da população que não foi atendida. Para isso, achamos que a aplicação de energia solar deve aumentar, assim como outras iniciativas. Em qualquer região do país há potencial de sol, vento, biomassa ou de um pequeno aproveitamento hídrico. As energias renováveis podem dar conta de atender ao final do programa”.

O Luz para Todos também está utilizando cabos subaquáticos para as comunidades de ilhas fluviais e oceânicas, além de postes de fibra que, por flutuar e poderem ser transportados até em canoas, facilitam o deslocamento principalmente na região amazônica.

A meta do Luz para Todos entre 2011 e 2014 é fazer 716 mil ligações, sendo que 39% já tinham sido cumpridos até o fim de março.
Leia Mais...

10 de mai. de 2012

Brasil é o 3º mais sustentável do G20

Do Brasil Econômico:

Detentor de uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta, o Brasil alcançou a terceira posição entre os países mais sustentáveis do G20 — o grupo das 19 maiores economias mais a União Europeia, que foi desconsiderada do estudo. Segundo o levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), autilização massiva de energia gerada por usinas hidrelétricas — que correspondem a 91% do abastecimento elétrico do sistema interligado nacional — fornece indiretamente bons indicadores referentes à emissão de poluentes e à pegada ecológica de seus habitantes.

Para Gianni Ricciardi, vice-presidente de análises da Anefac, a decisão, em décadas passadas, de desenvolver energias limpas, mostra-se cada vez mais acertada em um mundo pressionado pela demanda ecológica. “Foi uma questão estratégica e de oportunidade. Hoje, ninguém no mundo sabe explorar esse aspecto como nós”, diz.

No ranking criado pela associação, França e Reino Unido aparecem à frente do Brasil. Questionado sobre a matriz energética francesa, Ricciardi foi taxativo: “A energia atômica é das mais limpas que existe. O caso de Fukushima alertou o mundo para os riscos implícitos desta fonte, mas a poluição criada pela matriz nuclear é ínfima”. O estudo também chama atenção para o alto índice de reutilização de água destas nações. “Estes países têm uma consciência ecológica muito grande”, conclui Ricciardi.

Termelétricas

Apesar dos bons indicadores providos pelo sistema hidráulico, Fernando Umbria, vice-presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), alerta para o avanço das termelétricas no país, substancialmente mais poluentes. Hoje, elas correspondem a 5,6% da matriz energética nacional. “Como não estamos construindo reservatórios para as hidrelétricas, aumentará a necessidade de usinas que garantam a confiabilidade do sistema”, diz.

Segundo Umbria, independentemente da construção de três novas usinas — Belo Monte, Jirau e Santo Antônio —, a capacidade de geração das termelétricas terá de dobrar até o final de 2016. Atualmente, os contratos com as usinas térmicas preveem fornecimento de 5,2 mil megawatts. Ao final do ano olímpico, serão acrescidos outros 5 mil megawatts em contratos de abastecimento. “O aumento do consumo de energia está pressionando os reservatórios, o que acentua a necessidade de uma matriz mais confiável, que não dependa de efeitos climáticos”, avalia Umbria.

A criação de energia elétrica por meio da queima de combustíveis é um dos principais motivos que derrubaram alguns países no ranking da sustentabilidade, como Coreia do Sul, em 14º; Rússia, 15º; China, 18º; e Austrália, a última, em 19º lugar. “Há uma necessidade muito grande de utilizar carvão e petróleo nestes países”, afirma Ricciardi.

Os dados referentes à emissão de gás carbônico por essas nações, em números absolutos ou por habitante, estão entre os piores do grupo. “Isso mostra que os países não estão nem perto de equacionar a questão ambiental. Havia a expectativa de que a Rio+20 poderia ser um marco nesta história, mas o risco de se repetir o protocolo de Kioto (o qual os Estados Unidos não assinaram) é grande”, diz o executivo da Anefac.
Leia Mais...

8 de mai. de 2012

Porque defendo tanto as hidrelétricas?

Muita gente me pergunta por que defendo tanto a construção de hidrelétricas. A resposta, ou respostas, são simples e objetivas e para explicitar meu posicionamento, faço a seguinte pergunta:

Onde você iria preferir morar?
a) Perto de uma usina nuclear (material radiativo)
b) Perto de uma usina termelétrica (carvão)
c) Perto de uma usina a diesel (diesel)
d) Perto de uma usina hidrelétrica (água)

PS – Quando as usinas solar (sol) e eólica (vento) forem fontes viáveis para geração em grande escala com custos aceitáveis, incluo as mesmas na pergunta.

PS 2 – Se você acha isso besteira, vai morar no mato em um local sem energia, pois neste exato momento você está ajudando a aumentar a demanda por energia elétrica.
Leia Mais...

Hidrelétricas-plataforma da Amazônia devem ser licitadas até 2014


As primeiras usinas hidrelétricas do tipo plataforma devem ser licitadas pelo governo federal entre o fim de 2013 e o começo de 2014, segundo informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. As usinas São Luiz e Jatobá serão construídas no Rio Tapajós, na Amazônia.

As usinas-plataforma são hidrelétricas cuja concepção é baseada no conceito das plataformas de exploração de petróleo em alto-mar (off shore) e tem por objetivo provocar o menor impacto ambiental possível. A hidrelétrica deve ser construída com reduzido número de operários e, depois de pronta, todo o canteiro de obras é desmanchado e o entorno da usina, reflorestado. A usina-plataforma funciona de forma mais automatizada do que uma hidrelétrica comum e não contará com nenhuma estrada para ligar a hidrelétrica ao resto do país. Os funcionários terão que se deslocar para a usina por helicóptero, como ocorre no transporte de pessoal para as plataformas de petróleo no mar. E será expressamente proibida a criação de núcleos urbanos, como vilas, no entorno da usina.

Segundo Tolmasquim, esse conceito será usado em áreas da floresta amazônica onde não há ocupação humana. “Praticamente não tem impacto ambiental porque vai se reflorestar tudo em volta e a vai ficar a hidrelétrica no meio da floresta. A ideia é não ter cidades em volta. Temos que criar essas inovações para usar nossos recursos”, disse.

A Bacia Amazônica concentra a maior parte do potencial hidrelétrico brasileiro ainda a ser explorado. Mas muitas dessas áreas, propícias para implantação de usinas, ficam em área de mata preservada ou de reservas indígenas. O governo brasileiro tem sido alvo de críticas por causa da construção de usinas na Amazônia, como Belo Monte, no Rio Xingu (PA).

Tolmasquim disse que, apesar das críticas internacionais, o Brasil não pode “abrir mão” de seus recursos hidrelétricos, já que essa fonte de energia é barata e renovável. Segundo ele, a EPE também concluiu um estudo sobre a viabilidade da energia solar no país que será entregue, na próxima semana, ao Ministério de Minas e Energia.

Ele não quis adiantar os detalhes do estudo, mas disse que a energia solar já é competitiva em algumas regiões do país, quando usada de forma isolada. No entanto, ainda não é competitiva quando colocada no sistema interligado, porque é uma energia cara.

Tolmasquim informou ainda que o Brasil deve se ficar, no próximo ano, entre os dez países que mais geram energia usando a força dos ventos (geração eólica). Hoje, o país produz cerca de 1,5 mil megawatts (MW) por aerogeradores. Em 2013, a previsão é que os parques eólicos brasileiros passem a produzir mais de 5 mil MW.
Leia Mais...

1 de mai. de 2012

Momento é favorável para hidrovias

O superintendente da Navegação Interior da Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq), Adalberto Tokarski, acredita que o  momento é favorável para a implantação de hidrovias na região amazônica, pois existe uma mudança de ideologia no governo. Enxerga-se neste momento que hidrovia tem ganhos econômicos e ambientais.

“Hoje está se mudando a ideia no Brasil com relação aos custos de transporte. A hidrovia tem uma série de vantagens sobre a rodovia, é mais econômica e ambientalmente correta, pois emite muito menos CO² na atmosfera”, disse.

O superintendente informou também que este “momento favorável” às hidrovias já está sendo enxergado pelo setor privado, pois várias empresas estão buscando financiamentos para colocar embarcações no transporte de mercadorias em hidrovias amazônicas. “Para o BNDES aprovar um financiamento desses, é necessário um laudo da Antaq. Nos últimos meses a Antaq analisou dezenas de pedidos de laudos para navegação interior na Amazônia”, informou.

O coordenador-executivo do “Movimento Pró-Logística”, Edeon Vaz, disse que as hidrelétricas no rio Tapajós (que possibilitarão hidrovia em 1.043 km) serão feitas até 2018, pois é “política de governo”, já que o país precisa aumentar a capacidade de geração de energia elétrica para não correr o risco de apagão.  “O ministro de Minas e Energia já determinou o leilão destas usinas para o segundo semestre. Juntas, elas vão gerar mais de 11 mil megawatts de energia, correspondente à usina de Belo Monte”, comentou Edeon.

Daí a necessidade de os setores produtivos mato-grossense e paraense começarem as articulações para pressionar o governo brasileiro a fazer as barragens com as eclusas já embutidas. “Há a garantia dos R$ 2 bilhões para as eclusas e os leilões das usinas estão a caminho. Então temos que pressionar para que os projetos executivos contemplem as duas necessidades: geração de energia e navegação”, aponta o coordenador.

Segundo Edeon, já há conversação entre os ministérios de Minas e Energia e o dos Transportes para encontrar uma maneira de conciliar o andamento das obras no mesmo espaço. Estuda-se um meio de as vencedoras dos leilões das hidrelétricas construírem as barragens ao lado das empreiteiras que vencerem as licitações para fazerem as eclusas, já que as fontes financiadoras são diferentes.
Leia Mais...
@ 2014 - Todos os Direitos Reservados a VioNorte Comunicação Ltda - Desenvolvimento: