As alterações realizadas no projeto da usina de Belo Monte
para redução da área de alagamento foram, do ponto de visto econômico,
incorretas, segundo avaliação do professor do núcleo de Meio Ambiente da
Universidade Federal do Pará, Claudio Szlafsztein. "Do ponto de vista
econômico, do ponto de vista da geração de energia elétrica, a decisão (de
alterar o projeto) é incorreta", afirmou o especialista.
Segundo Szlafsztein, a atitude do governo foi economicamente
equivocada porque a redução da área para armazenamento de água nas reservas da
hidrelétrica atrela a capacidade da produção de energia elétrica a um ciclo
hidrológico comum, o que não contempla grandes alterações climáticas, como a
enfrentada neste ano. A alteração do projeto foi resultado da pressão de
organizações nacionais e internacionais de proteção ambiental que reivindicaram
a maior preservação da mata na área onde Belo Monte está sendo construída.
"A grande crítica à concentração da matriz energética
em projetos hidrológicos é que o País fica justamente muito sujeito aos riscos
de futuras alterações climáticas", considerou a analista do Ministério de
Meio Ambiente, Mariana Egler. Os dois especialistas participaram do Fórum Água,
promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento
Sustentável (CEBDS).
Agência Estado
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