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10 de mai. de 2012

Brasil é o 3º mais sustentável do G20

Do Brasil Econômico:

Detentor de uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta, o Brasil alcançou a terceira posição entre os países mais sustentáveis do G20 — o grupo das 19 maiores economias mais a União Europeia, que foi desconsiderada do estudo. Segundo o levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), autilização massiva de energia gerada por usinas hidrelétricas — que correspondem a 91% do abastecimento elétrico do sistema interligado nacional — fornece indiretamente bons indicadores referentes à emissão de poluentes e à pegada ecológica de seus habitantes.

Para Gianni Ricciardi, vice-presidente de análises da Anefac, a decisão, em décadas passadas, de desenvolver energias limpas, mostra-se cada vez mais acertada em um mundo pressionado pela demanda ecológica. “Foi uma questão estratégica e de oportunidade. Hoje, ninguém no mundo sabe explorar esse aspecto como nós”, diz.

No ranking criado pela associação, França e Reino Unido aparecem à frente do Brasil. Questionado sobre a matriz energética francesa, Ricciardi foi taxativo: “A energia atômica é das mais limpas que existe. O caso de Fukushima alertou o mundo para os riscos implícitos desta fonte, mas a poluição criada pela matriz nuclear é ínfima”. O estudo também chama atenção para o alto índice de reutilização de água destas nações. “Estes países têm uma consciência ecológica muito grande”, conclui Ricciardi.

Termelétricas

Apesar dos bons indicadores providos pelo sistema hidráulico, Fernando Umbria, vice-presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), alerta para o avanço das termelétricas no país, substancialmente mais poluentes. Hoje, elas correspondem a 5,6% da matriz energética nacional. “Como não estamos construindo reservatórios para as hidrelétricas, aumentará a necessidade de usinas que garantam a confiabilidade do sistema”, diz.

Segundo Umbria, independentemente da construção de três novas usinas — Belo Monte, Jirau e Santo Antônio —, a capacidade de geração das termelétricas terá de dobrar até o final de 2016. Atualmente, os contratos com as usinas térmicas preveem fornecimento de 5,2 mil megawatts. Ao final do ano olímpico, serão acrescidos outros 5 mil megawatts em contratos de abastecimento. “O aumento do consumo de energia está pressionando os reservatórios, o que acentua a necessidade de uma matriz mais confiável, que não dependa de efeitos climáticos”, avalia Umbria.

A criação de energia elétrica por meio da queima de combustíveis é um dos principais motivos que derrubaram alguns países no ranking da sustentabilidade, como Coreia do Sul, em 14º; Rússia, 15º; China, 18º; e Austrália, a última, em 19º lugar. “Há uma necessidade muito grande de utilizar carvão e petróleo nestes países”, afirma Ricciardi.

Os dados referentes à emissão de gás carbônico por essas nações, em números absolutos ou por habitante, estão entre os piores do grupo. “Isso mostra que os países não estão nem perto de equacionar a questão ambiental. Havia a expectativa de que a Rio+20 poderia ser um marco nesta história, mas o risco de se repetir o protocolo de Kioto (o qual os Estados Unidos não assinaram) é grande”, diz o executivo da Anefac.

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