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30 de mar. de 2014

Fluxo para o norte será total em 2016

O senador licenciado Blairo Maggi acredita que o cenário da safra de soja seguir para os portos do sul do país, Santos e Paranaguá, deve começar a mudar já em 2016. “Nós teremos a BR-163 funcionando em sua plenitude, e não apenas ela. Teremos também os terminais em Miritituba, Santarém, Belém e Macapá que estão sendo erguidos por várias empresas. Todos eles estarão prontos para a safra 2016”.

Para Maggi, esse novo cenário diminuirá a pressão nas rodovias do sul do estado e sobre a ALL – que transporta a soja pela sua ferrovia até o porto de Santos, a partir de Rondonópolis e Alto Taquari. “A estimativa é que em 2016, nesta fase inicial, já estaremos escoando mais de 10 milhões de toneladas pelos projetos do Norte”, disse Maggi ao alertar que a cada ano a safra aumenta no estado, com novas áreas e ganho de produtividade. “Teremos uma folga em 2016, mas os programas de ampliação terão que continuar, senão em pouco tempo estaremos em um novo gargalo”, lembra.

A saída da soja pelo norte, segundo Maggi, forçará a ALL reformar suas vias, ser mais eficiente e baixar o preço do frete, que hoje, segundo Blairo Maggi é praticamente o mesmo preço do caminhão. “Quem vai forçar ela a fazer isso vai ser a saída para o norte. A diminuição de mercadoria em Rondonópolis vai fazer com que os preços do frete por ali tendam a cair e, consequentemente, melhorar a remuneração dos produtores em todo o estado”, vaticina Maggi, ao lembrar que mundialmente o preço aceito para o transporte ferroviário competitivo é de US$ 30 por tonelada a cada mil quilômetros e que a ALL está praticando mais que o dobro desse preço.

Hoje faltam apenas 170 quilômetros para asfaltar a BR-163 até Miritituba (PA), onde várias empresas estão construindo terminais portuários. Na atual safra, a Amaggi, Bunge e Cargill já estão tirando soja por este corredor. “Nós estamos enfrentando estes 170 quilômetros de estrada de chão. Está demorando sete dias para levar uma carga e cinco dias para voltar. Mas estamos fazendo porque não temos dúvidas de que esta rodovia vai ficar pronta”, disse Maggi.

Segundo Blairo Maggi, hoje a saída pelo norte é apenas um ato simbólico, pois o mesmo preço que gastam para sair com a soja de caminhão do médio norte de Mato Grosso rumo ao sul, mais o frete do trem é a mesma quantia que estão pagando para ir para o norte. “Neste momento não tem ganho nenhum. Mas a gente sabe que tem de experimentar, tem de criar o corredor, testar os equipamentos. É um enfrentamento que tem que ser feito”, disse. Para Maggi, quando ficar pronto os 170 quilômetros de asfalto que falta, o custo do transporte deve cair em US$ 20 por tonelada, no mínimo.

Fonte: Diário de Cuiabá

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