A presidente Dilma Rousseff reiterou, nesta quinta-feira,
20, o compromisso do governo com investimentos em hidrovias. Em Marabá (PA),
Dilma anunciou edital para limpeza e desobstrução do Pedral do Lourenço, que
vai permitir a navegabilidade do rio Tocantins durante todos os meses do ano. A
presidente classificou o ato como “histórico para o Brasil e o Pará”.
Dilma disse também que “esse século é o da interiorização do
Brasil, do Centro-Oeste e do Norte”, ao defender que a produção concentrada na
região seja escoada por meios próprios. ”O governo federal tem perfeita clareza
da importância das hidrovias”, disse Dilma, destacando que o custo de
transporte de cargas por hidrovias chega a ser 50% mais barato do que por meio
de rodovias.
Com a finalidade de desafogar o transporte de passageiros e
cargas nas rodovias brasileiras, o governo federal prometeu uma série de
intervenções nos rios do país. A retirada, em cerca de 40 quilômetros, do
conjunto de pedras e outros obstáculos naturais no rio Tocantins, localizado
entre os municípios de Tucuruí e Marabá, era uma dessas intervenções planejadas
em conjunto pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)
e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Nas condições atuais, no trecho em que está localizado o
conjunto de rochas, fica inviável a navegação durante os meses de seca. Com o
chamado “derrocamento”, porém, as embarcações poderão passar pelo local com
segurança.
Além de inviabilizar a hidrovia, o Pedral do Lourenço também
provoca a ociosidade das eclusas de Tucuruí. Outro reflexo da inoperância no
local é a redução da demanda de cargas para os portos de Marabá e Vila do Conde
(PA).
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