O que aconteceu? Onde foi parar o Jatene das grandes obras, dos hospitais regionais, do Hangar, etc? Essa é uma pergunta que tem martelado a cabeça até mesmo de aliados, que sofrem dentro de um governo sem rumo, que está afundando o Pará cada vez mais na pobreza e na miséria. Existem muitas respostas, mas pouco conclusivas. Seria a saúde do governador?, cada vez mais alvo de boatos os mais diversos? Seria a falta de recursos? Ou seria falta de competência?
Na pré-campanha em 2010, quando assessorava um amigo então pré-candidato ao governo do Estado, estive na residência do ex-governador Almir Gabriel, já falecido. Na ocasião ele ainda estava rompido com Jatene e vociferava contra o ex-aliado. Gabriel disse que Jatene não tinha condições de governar o Pará e que no primeiro mandato, só fez as obras e projetos já deixados alinhavados por ele, Almir. Ou seja, Jatene teria ido bem apenas por dar continuidade a um governo bom, ou simplesmente deixar o bonde andar.
Estaria Almir Gabriel certo? Ou sua fala foi apenas mais um episódio do ódio que desenvolveu por seu antigo subordinado. Os fatos parecem dar razão ao ex-governador. Jatene venceu Ana Júlia, mas seu governo caminha para ser pior do que o da antecessora, algo inimaginável até mesmo para o saudoso Almir. Desde que assumiu o governo, Jatene parece se esforçar todos os dias para provar que o seu antigo chefe estava certo e que ele, Jatene, não tem perfil para comandar, mas sim ser comandado.
A mal sucedida experiência petista no Estado e as fraquezas do governo Jatene criaram um vácuo político no Pará. Jáder Barbalho viu o espaço necessário para voltar ao cenário, mas desta vez, não pessoalmente. Seu filho, Helder, foi apresentado como a pessoa com capacidade para ocupar este espaço, o que vem fazendo com maestria, diga-se, orientado pelo pai, que já cuidou de selar um acordo com o PT com o objetivo de tirar Jatene do poder.
Não será tão fácil, pois o clima plebiscitário que se apresenta dá uma força maior à máquina do que ela realmente tem. Além disso, o Barbalho pai ainda é um fardo muito pesado, especialmente na Região Metropolitana, onde se concentra a maior parte dos eleitores. No interior, é Jatene quem possui uma rejeição nas alturas. Tudo somado, a previsão é que uma disputa nos moldes dos velhos tempos baratistas se avizinha.
É bom não sair de casa a partir de junho. Vai começar a voar boi na política paraense novamente.
Simples não existe outro Jatene é o mesmo que sempre foi, apenas na gestão passada quem continuava mandando no Estado era o Governador Almir Gabriel, esse de hoje sempre foi o Jatene de antes.
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