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14 de jan. de 2014

Itaituba: a bola da vez

Itaituba ganhou na loteria sem comprar o bilhete premiado. O município será palco de uma verdadeira revolução no setor de logística. Ao menos 17 terminais portuários serão construídos no distrito de Miritituba, a maioria deles para o transporte de agrogranéis. Os investimentos somam mais de 2 bilhões de reais e somente o ISS (Imposto Sobre Serviço) gerado para o município em dez anos ultrapassa R$ 200 milhões. Para se ter ideia, é quase o ISS gerado na construção de Belo Monte, maior obra em construção no País.

Mas não para por ai. Itaituba também terá construído em seu território e arredores nada menos que um complexo de seis usinas hidrelétricas. O Complexo Hidrelétrico do Tapajós soma investimentos de mais de R$ 60 bilhões e Itaituba será um dos maiores beneficiados. Pensa que acabou? Pelo menos seis grandes projetos de mineração devem ser instalados na região nos próximos dez anos.

Por tudo isso quem investir em Itaituba nos próximos anos não vai se arrepender. Grandes empreendimentos geram empregos, que geram renda, que alavancam a economia, que geram mais investimentos e assim por diante, num círculo positivo que, ao que tudo indica, não deve ser cíclico. Os portos, por exemplo, são para sempre e devem vir acompanhados da duplicação da BR-163.

A presidente Dilma já anunciou que este ano a pavimentação será concluída e logo será licitada a duplicação. Provavelmente, haverá concessão. O governo também acelera o projeto de construção de uma ferrovia, além da hidrovia.

Logo Itaituba deverá deixar para trás a imagem de currutela garimpeira forjada nos anos 80 e 90 para se tornar um pólo regional de serviços, uma cidade moderna e com recursos, centro gerador de empregos. É grande a possibilidade de se tornar pólo industrial. Um grupo estrangeiro já sonda áreas em Miritituba para instalar uma indústria de óleo de soja e margarina vegetal. Dois mil empregos serão gerados.

Ou seja, Itaituba é a bola da vez e desta vez parece que o empresariado paraense está atento e não vai deixar o bonde passar, como aconteceu com Belo Monte, quando o setor empresarial do Pará só soube que a usina sairia do papel quando as obras já estavam em andamento. Quem acreditar, vai se dar bem!



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