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25 de set. de 2013

Escoamento de soja pelo Pará facilita concessão da BR-163

A conclusão da pavimentação da Rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá) até o porto de Mirirituba, no oeste do Pará, vai facilitar a concessão de um trecho desta mesma rodovia, que será ofertado pelo governo. O escoamento da produção de grãos via o porto paraense vai reduzir as estimativas do aumento do tráfego para a rodovia no sentido Sudeste do País, facilitando uma redução no preço da estrada.

Potenciais interessados nas concessões dizem que os cálculos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que levam em conta um crescimento anual na faixa dos 3,5% durante todo o período da concessão, que é de 30 anos, são excessivamente otimistas. Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresceu 2,7%. Em 2012, só 0,9%. Para 2013, o governo projeta 2,5%.

Ao reduzir as estimativas de tráfego, o governo tenta dar um tratamento mais realista aos dados, em linha com o que vem sendo solicitado por investidores e empresas. A consequência prática da alteração pode ser um aumento na taxa interna de retorno, como ocorreu na última vez que o governo mudou os cálculos de tráfego, mas essa opção ainda não foi colocada sobre a mesa.

Projeções infladas de aumento do uso das rodovias levam a estimativas de receita que não se concretizam, daí a preocupação das empresas. Todos os cálculos que dizem se a concessão é ou não sustentável dependem principalmente dessa premissa.

O caso mais discutido pelo governo com as empresas ocorre no trecho da BR-163 em Mato Grosso do Sul. Além de se basear num desempenho econômico melhor que o dos últimos anos, os estudos para essa rodovia têm outro agravante: subestimam o fato de que o tráfego de caminhões, hoje intenso por ela ser o principal canal de escoamento de grãos do Centro-Oeste aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), pode não crescer tanto porque surgirão alternativas.

O agronegócio estima que, com a chegada em 2014 do asfalto ao porto fluvial de Miritituba vai praticamente dobrar o escoamento de cargas para lá, atualmente de 10,8 milhões de toneladas. A saída pelos portos do chamado Arco Norte encurta a viagem de navio para a Europa em três dias e, consequentemente, o custo do frete.

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